quinta-feira, 18 de junho de 2009

Baba Yaga e a mitologia eslava


“Tenho certeza que a vi. Foi na Hungria, quando ainda era muito jovem, mas já tinha noção das coisas. Era inverno e eu cortava lenha para meu pai na floresta de Kadar, quando senti a presença de um vulto acima. A figura viajava aos rodopios pelo céu estrelado, montada em uma espécie de almofariz gigante. Com uma agilidade impressionante, deu um rasante e pousou. Ela parou muito próximo, não conseguiria me esconder a tempo. Baba Yaga me encarou. Era tão velha e sombria quanto a floresta, e tão alta e magra que podia ver-se a marcação de seus ossos na pele amarelada. O nariz tinha a forma de gancho e era ardente como o sangue, as narinas largas. Os olhos injetados feito carvão em brasa, e afiados espinhos saindo do crânio em vez de cabelos. Vestia um velho e longo vestido, e levava consigo ainda uma grande vassoura. Por alguns segundos ainda, ficamos os dois, criança e bruxa, a se observar. Então, com um único movimento da vassoura, criou uma densa nuvem de folhas secas e poeira, e desapareceu tão rápido quanto havia chegado”.

Baba Yaga é um ser mitológico do folclore do leste europeu. Vive numa casa móvel que tem como base enormes pés de galinha, cuja entrada é uma boca repleta de dentes afiados. Viaja pelos céus montada em um almofariz, e os rastros que deixa, apaga com uma vassoura. No panteão eslavo era tratada como Deusa da Morte, e tinha como lado masculino a criatura Koshchei, O Sem Morte. Ajuda os puros de coração e devora os impuros.

Nenhum comentário:

Postar um comentário