sexta-feira, 16 de março de 2012

Volkswagen Fusca (Parte 1): Hitler e o Carro do Povo


Modelo do primeiro protótipo comercial do Fusca, de 1938


Primórdios

A origem da empresa Volkswagen remonta à década de 1930, na Alemanha nazista, e ao projeto de construção do automóvel que ficaria conhecido nos Estados Unidos e Grã-Bretanha como "Beetle”, na Alemanha como "Käfer" e no Brasil como "Fusca".
No início da década de 1930, a Alemanha era assolada por uma dura recessão, e tinha um dos piores índices de motorização da Europa. A maioria de suas fábricas era especializada em carros de luxo, montados à mão, e ainda muito caros. Por isso e mais uma série de fatores, a ideia de um carro pequeno, econômico e fácil de produzir começou a ganhar popularidade.
O termo "Volkswagen” (Ou “Carro do Povo”, em português) foi cunhado por volta de 1924, pelo engenheiro alemão-judeu Josef Ganz, que lutava para modernizar a indústria automobilística alemã, publicando suas idéias automobilísticas inovadoras na busca pela designação de um carro popular que custasse o mesmo que uma motocicleta.


O apoio de Hitler

Em 1933, Adolf Hitler visita o Salão Internacional do Automóvel de Berlim e vê no Volkswagen uma forma eficiente de propaganda nazista, passando a defender a idéia de carro do povo como se fosse sua. Josef Ganz foi cogitado para dirigir o projeto, mas logo foi descartado por ser judeu. O engenheiro encarregado de desenvolver o modelo foi Ferdinand Porsche.
Nesta época Hitler havia ascendido ao poder na Alemanha, estando comprometido com a modernização do país e a recuperação da economia, principalmente do emprego. Entusiasta por carros desde a juventude, Hitler via com bons olhos a ideia do carro do povo desde os tempos em que esteve preso, quando leu sobre Henry Ford (idealizador dos carros modernos). Para o ditador alemão, a ideia de um "carro do povo", feito por trabalhadores alemães e viajando por todo o país, era a exata realização da plataforma política de seu partido.



Jipe de Guerra da Volkswagen, inspirado no Fusca


O fusca de Porsche

Em meio aos vários protótipos designados por Porsche para Hitler, foi apresentado o projeto de um carro com base numa plataforma com suspensão dianteira e traseira com barras de torção, com um motor de 4 cilindros refrigerado por ar. O carro deveria carregar dois adultos e três crianças (uma típica família alemã da época, e Hitler não queria separar as crianças de seus pais). Contava ainda como características um motor traseiro de 986 cc e 26 cavalos alcançando uma velocidade máxima de 100 km/hora. O consumo de combustível, não deveria passar de 13 km/litro (devido à pouca disponibilidade de combustível na época).
O “Carro do Povo” não pesava mais de 650 kg, e deveria ser capaz de carregar três soldados e uma metralhadora. A carroçaria baseava-se nos carros de corrida Bentz e no Tropfenwagen, um carro em forma de gota de água. O modelo final era bastante similar ao Tatra, carro produzido na Tchecoslováquia. O protótipo tcheco seria rapidamente descontinuado em favor do Fusca, assim que os nazistas invadiram a Tchecoslováquia na Segunda Guerra.


Primeiros protótipos e a guerra

Os primeiros protótipos do Fusca (ou Käfer, em alemão) foram terminados em fins de 1935, sendo batizados com o código VW1 e VW2. Os primeiros ensaios em estrada foram realizados de Outubro a Dezembro de 1936, com base em três protótipos, e depois de estes serem analisados por uma comissão de admissão à produção, composta por representantes de todos os construtores de automóveis alemães, o projeto foi aceito
O protótipos do carro, chamados em alemão KdF-Wagen. KDF significa “Kraft durch Freude” ou "força através da alegria", em português um dos lemas do Partido Nazista, sendo os primeiros modelos produzidos em Stuttgart. Foi em 1938 que se decidiu construir uma fábrica para produção dos Volkswagen. O local escolhido foi a propriedade do conde von Schulenburg, o castelo de Wolfsburg, na Baixa-Saxónia, a 80 km da cidade de Hanover. Atualmente a cidade chama-se Wolfsburg, onde encontra-se a prospera sede mundial da Volkswagen.
A fábrica havia, no princípio, produzido apenas algumas unidades do Fusca quando a Segunda Guerra Mundial iniciou-se, em 1939. Como conseqüência da guerra, sua produção foi adaptada para veículos militares, como o jipe Kübelwagen, o modelo anfíbio Schwimmwagen (o carro nadador) e o Kommandeurwagen (um fusca adaptado, com tração 4x4).

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Thunder


I guess you know
That when we are young
we shall be out of the path
Because life is a weird thing
When you try to understand
What is not to be understood

Each year is a generation
each generation becomes a century
and a century fly away in a few seconds
without further notice

Those few seconds
they are the time that you have
To explain me what do you think
about death
about the world
about time
and the thunder

In those few seconds
Go slow and laughing
enjoying the joke of life
with no judgements
knowing for sure
that every single moment
gonna blow up
soon

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Analisando o Brasil: As incoerências da sexta maior economia do mundo



*Publicado no JORNAL A FOLHA, de Torres

Em 2011, o Brasil melhorou sua posição na maioria dos rankings internacionais que medem diferentes aspectos do desenvolvimento, e começou 2012 como a 6ª maior economia do mundo, ultrapassando a Grã-Bretanha. Mas por trás destes avanços, o país ainda tem desempenho fraco quando comparado a nações do chamado mundo desenvolvido. É o que se constata ao analisar algum dos principais indicadores divulgados ao longo de 2011, que vão além do Produto Interno Bruto (PIB) e inserem o Brasil em um contexto global em áreas como renda, desigualdade, corrupção, competitividade e educação.



Renda per capita baixa

Ainda que o Brasil tenha se tornado a 6ª maior economia do mundo, o país já despenca dezenas de posições quando se considera a renda per capita, resultado da divisão do Produto Interno Bruto (PIB) pela população. Nessa média, o brasileiro ganha, por ano, o equivalente a US$ 10.710. Se compararmos com os levantamentos de 2009, quando o brasileiro ganhava em média US$ 8.615 por ano, é inquestionável que houve avanços, nossa renda cresceu. Mas, segundo os últimos dados do Banco Mundial, 44 países têm renda per capita superior à do Brasil, entre eles a própria Grã-Bretanha.
A renda dos britânicos, US$ 36.144, é três vezes maior do que a dos brasileiros. Essa diferença, no entanto, vem caindo. Além disso, a renda média do brasileiro continua superior à de seus colegas dos Brics: russos recebem em média US$ 10.440 por ano, e na Índia, onde a miséria reina entre as classes mais pobres, a média é de míseros US$ 1.475. A China (US$ 4.428) e a África do Sul (US$ 7.275) também ficam atrás do Brasil neste quesito.


Apenas sete nações apresentam distribuição de renda pior do que a do Brasil

Essa simples divisão do PIB pelo total da população, no entanto, sofre críticas de especialistas em desenvolvimento por ignorar aspectos como a má distribuição da renda. Quando a desigualdade entra na equação, a posição do Brasil no cenário global despenca ainda mais, apesar dos avanços alcançados no país nesse quesito.
Tomando como medida o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade na distribuição da renda em 187 países, apenas sete nações apresentam distribuição pior do que a do Brasil, segundo dados da ONU: Colômbia, Bolívia, Honduras, África do Sul, Angola, Haiti e Comoros.
Nesta comparação, quanto mais perto de 100 é o coeficiente, maior a desigualdade. O Brasil “marcou” 53,9 pontos, um valor altíssimo se posto lado a lado com a Suécia, um dos países com menor concentração de renda, com coeficiente de 25.No Brasil, o país mais desigual da América Latina (juntamente com a Bolívia), os 10% mais ricos concentram 50,6% da renda. Na outra ponta, os 10% mais pobres ficam com apenas 0,8% da riqueza brasileira.
O problema da má distribuição de renda afeta a América Latina como um todo. Segundo documento divulgado durante o quinto Fórum Urbano Mundial da ONU (em 2010), os 20% latino-americanos mais ricos concentram 56,9% da riqueza da região. O relatório ainda indica que "é nas cidades menores e, certamente, nas áreas rurais da América Latina, onde a população é mais pobre".



Ainda longe do alto desenvolvimento, mas IDH vêm crescendo

Apesar dessa péssima posição no quesito desigualdade de renda, o desempenho em outros aspectos do desenvolvimento (medidos pela ONU) põe o Brasil em uma posição melhor no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
O IDH do Brasil em 2011 é de 0,718 na escala que vai de 0 a 1. O índice é usado como referência da qualidade de vida e desenvolvimento sem se prender apenas em índices econômicos. O Brasil tem progredido no IDH, e sua posição geral (em 84º lugar), põe o país no grupo de alto desenvolvimento humano, mas ainda longe do grupo mais seleto com desenvolvimento considerado "muito alto". A lista de 47 países dessa elite é encabeçada pela Noruega, com 0,943 pontos, e conta com países sul americanos como o Chile e Argentina (na 44ª e 45ª posições, respectivamente)


A Índia sofre com a pobreza: renda per capita média é de míseros US$ 1.475 anuais

Alta competitividade e grande mercado interno

O IDH engloba diversas áreas como educação, saúde, expectativa de vida, mas dados de outras organizações servem para complementar o quadro do Brasil no cenário externo.
A competitividade da economia brasileira, por exemplo, é medida por instituições como o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês). No ranking do fórum, o Brasil subiu cinco posições em 2011 e passou a ser a 53ª economia mais competitiva entre 142.
A organização destacou o grande mercado interno e o sofisticado ambiente de negócios como pontos fortes do Brasil, mas enfatizou o sistema educacional, as leis trabalhistas (consideradas muito rígidas) e o baixo incentivo à competição como entraves à competitividade brasileira. Pois é inegável que um microempresário brasileiro tem que batalhar muito para fazer de seu estabelecimento um negócio estável e lucrativo. A Suíça é a primeira nesse ranking, seguida por Cingapura.


Corrupção e Jader Barbalho

Em outros quesitos que influenciam a economia, como Corrupção, Ciência e Tecnologia e Educação, o Brasil continua mal, mas teve pelo menos algum avanço. A nota do Brasil avaliada pela Transparência Internacional sobre corrupção passou de 3,7 para 3,8. Mas apesar dessa "melhora" decimal, o Brasil caiu da 69ª para 73ª entre 182 países.
A queda se explica pelo progresso mais acentuado de outros países e pela entrada de novas nações na lista da ONG. O país mais bem colocado no ranking é a Nova Zelândia (com nota 9,5), seguida pela Dinamarca (com nota 9,4). Apesar da queda, o Brasil tem a menor percepção de corrupção entres potências emergentes como Rússia, Índia e China.
"Mas o Brasil não deve se orgulhar disso. Deve ver que há muito a avançar para alcançar o nível dos países desenvolvidos. Os brasileiros tem uma grande tolerância sobre corrupção. Eu vejo que às vezes o tema é colocado em segundo plano, dentro de um contexto de muito otimismo dos brasileiros em relação ao crescimento econômico e do novo papel que o país ocupa no mundo. Por outro lado, há iniciativas muito importantes da sociedade, como a lei da Ficha Limpa", diz o mexicano Alejandro Salas, diretor da Transparência Internacional para as Américas.
Apesar da lei da Ficha Limpa, os juízes do Supremo Tribunal Federal usam das antagônicas leis políticas brasileiras para permitir que mestres da corrupção, como Jader Barbalho, voltem ao poder da pomposa “câmara de lordes” brasileira (vulgo Senado)com sua bela ficha suja. Jader, que renunciou ao mandato de senador em 2001 (para fugir de um processo de cassação ligado a corrupção), assumiu no final de dezembro para, malandramente, receber uma ajuda de custo de R$ 26 mil. Dinheiro este que Jader (se fosse minimamente honesto) deveria recusar, pois configura claramente um desrespeito ao bolso do povo brasileiro (ainda que o dinheiro seja seu direito adquirido pelos bem pagos senadores).
Para piorar sua situação, Jader ainda levou a família para a cerimônia de posse, Seu filho Daniel Barbalho, de 9 anos, disparou caretas para todos os lados, virou piada e ilustrou o retrato de um país conivente a corrupção em Brasília, um circo onde os políticos corruptos são os palhaços, que sabem como entreter o povo, alienado dentre tantas mentiras e mal-caratismo.


Engatinhando na ciência e tecnologia

Outra área em que o Brasil ainda tem pouca representatividade nos rankings é a de Ciência e Tecnologia. Ainda assim, um estudo divulgado em março pela Royal Society, academia nacional de ciência britânica, mostrou um pequeno progresso do Brasil. A representatividade dos estudos brasileiros teve um ligeiro aumento de 1999 para 2003. Passou de 1,3% do total de pesquisas científicas globais para 1,6%. São Paulo subiu de 38º para 17º lugar como centro com mais publicações científicas do mundo.
O estudo indica que “existe uma diversificação pelo mundo, com alguns países demonstrando lideranças em setores específicos, como a China em nanotecnologia e o Brasil em biocombustíveis, mas as nações avançadas do ponto de vista científico continuam a dominar a contagem de citações", analisou o relatório. Mas neste ponto nosso país ainda tem muito a aprender. A China, por exemplo, segue em uma velocidade muito superior à do Brasil e já superou Europa e Japão na quantidade anual de publicações científicas.



As mazelas da educação

Na área de Educação, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) divulga comparações internacionais que incluem o Brasil. Os últimos dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) pôs o país em 51º lugar entre 65 no ranking de leitura, em 55º no de matemática e em 52º no de Ciências. O país ficou entre os últimos, mas a nota nas três áreas melhorou em relação à pesquisa anterior.
Ainda assim, o professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos salários, como mostra pesquisa feita em 40 países pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Um brasileiro em início de carreira, segundo a pesquisa, recebe em média menos de US$ 5 mil por ano para dar aulas.
Na Alemanha, um professor com a mesma experiência de um brasileiro, ganha, em média, US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da carreira e após mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o salário anual chega a US$ 50 mil, equivalente aos salários pagos aos suíços. Na Coréia, os professores primários ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.
A OIT e a Unesco dizem ainda que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.


Custo de vida alto e as dificuldades com impostos

Na contramão dos avanços, ainda que lentos e graduais, há pesquisas como a do banco suíço UBS (feita em 73 países) sobre o custo de vida nas metrópoles. Segundo o relatório, o poder de compra no Rio e em São Paulo vem caindo nos últimos cinco anos, apesar da elevação dos salários. A pesquisa ilustra a tendência comparando o custo de vida no Rio e em São Paulo com o de Nova York, modelo de cidade cara para se viver.
Há cinco anos, o custo de vida das duas principais metrópoles do país representava pouco mais da metade do custo de vida em Nova York. Hoje, representa 74% (São Paulo) e 69% (Rio de Janeiro) do custo de vida na metrópole americana. São Paulo aparece como a 10ª cidade mais cara do mundo, subindo 11 posições em um ano. O Rio foi a 12ª, subindo 17 posições.
O Brasil também piorou no ranking que tenta medir a facilidade de se fazer negócios em 183 países. Perdeu seis colocações, caindo da 120ª para a 126ª posição, segundo o Banco Mundial. As avaliações levam em conta dez indicadores, e se concentram no ambiente de negócios entre pequenas e médias empresas. O Brasil ficou bem, por exemplo, no item "proteção a investidores", mas mal no que avalia a facilidade para se pagar imposto. Nenhuma novidade, tendo em vista que estamos entre os maiores pagadores de impostos no globo, e as taxações são tão complicadas de se entender que fazem com que paguemos quase sem pensar.


Apesar dos problemas, otimismo continua

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi realista ao comentar o estudo que aponta o Brasil como a sexta economia do mundo, dizendo que os brasileiros podem demorar entre 10 e 20 anos para ter um padrão de vida semelhante ao europeu."Isso significa que vamos ter que continuar crescendo mais do que esses países, aumentar o emprego e a renda da população. Temos um grande desafio pela frente", analisou o ministro
Mas entre avanços e retrocessos, o otimismo entre os consumidores brasileiros foi um indicador que manteve, em 2011, o Brasil no topo das pesquisas globais. Uma enquete da empresa Nielsen com 56 países, divulgada em outubro, por exemplo, mostrou que, apesar dos sinais de desaceleração na economia, a confiança do consumidor brasileiro foi a que mais cresceu, ficando atrás somente da de indianos, sauditas e indonésios.



*Com informações de BBC Brasil, Folha de São Paulo, Estadão e Wikipedia

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Brasil: O carro mais caro do mundo


Chevrolet Camaro SS: custa R$ 185 mil no Brasil, mas chilenos pagam o equivalente a R$ 89 mil, e americanos, R$ 54 mil


Quando pensamos sobre os altíssimos preços dos carros no Brasil, o principal culpado que vem em mente são os tributos. Todo mundo sabe que a carga tributária brasileira é muito elevada. Serão arrecadados em 2011, de acordo com o site Impostômetro, um total de 1,5 trilhões de reais, provenientes de impostos municipais, estaduais e federais pelo país. Isto, sem dúvida alguma, compromete o preço dos automóveis, que tem de pagar 30% em tributos. Entretanto existem alguns indícios sugerindo que a culpa por esse valor ser tão alto está, também, por trás do lucro das montadoras no Brasil. Em nenhum lugar do mundo (que possua uma economia forte e um PIB relevante) as montadoras lucram tanto quanto em nosso país.

Comparações**

Algumas comparações para ilustrar o quanto o brasileiro sofre mais que em outros países na hora de comprar um carro:

• Volkswagen Jetta: Importado do México, sedã é vendido no Brasil com preço inicial de R$ 65.700; na origem, carro custa o equivalente a R$ 32.500
• Honda Civic LXS: No Brasil, sedã básico é vendido por R$ 66.660; na Argentina, R$ 42.680; nos EUA, nova geração do carro começa em R$ 24.900
• Novo Ford Fiesta: Importado do México, sedã começa em R$ 50.700 por aqui; mexicanos pagam R$ 28 mil e argentinos, R$ 32.460
• Volkswagen Gol I-Motion: Fabricado no Brasil, hatch automatizado custa R$ 46 mil por aqui; no Chile, sai por apenas R$ 29 mil
• Toyota Corolla: custo do sedã mais básico começa em R$ 59.400 no Brasil; na Argentina, cai para R$ 34.176; nos EUA, é de apenas R$ 24.380

Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais – representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.
A indústria automobilística culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção, isto é: gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir, como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.

Alta carga tributária?!

De 1997 até agora, o carro popular teve um acréscimo de apenas 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias de carros o imposto não cresceu, diminuiu: o carro médio a gasolina, por exemplo, paga 4,4 pontos percentuais a menos do que em 1997. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, a taxação também é menor em 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.
Enquanto isso, a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010. Quer dizer, o imposto sobre veículos não acompanhou esse aumento. Não é um motivo para argumentar que o imposto brasileiro sobre carros continua astronômico. Assim como no futebol, é difícil bater o Brasil quando o quesito é imposto.
Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (no caso dos carros 1.0, o IPI foi totalmente retirado) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse realmente repassado para o consumidor.


Mesmo sem imposto, carros continuariam caros

Mas mesmo se descontássemos as pilhas de impostos que incidem sobre o preço dos veículos no Brasil, correspondente a 30,4% do valor (nos EUA a “mordida” é de 6,1%), nosso carros ainda seriam mais caros.É o que indica uma matéria do jornal Estado de São Paulo os dados das empresas automobilísticas e da Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos instalados no País.
O Chevrolet Malibu, por exemplo, custa a partir de R$ 89.900 no Brasil. Tirando IPI, ICMS e PIS/Cofins, o valor poderia cair para R$ 57.176. Mesmo assim, estaria mais caro do que nos Estados Unidos, onde carro sai por R$ 42.300, já com os impostos, para o consumidor de Nova York.
O Ford Focus Sedan está em situação semelhante. Sem impostos, o preço poderia cair de R$ 56.830 para R$ 39.554 no Brasil. Porém, em nova York esse veículo custa R$ 30.743 (já com a tributação).


Novo Ford Fiesta: Importado do México, sedã básico começa R$ 50.700 por aqui; mexicanos pagam R$ 28 mil e argentinos, R$ 32.460


Baixa escala de produção?!

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.
Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.
Pergunta pertinente: Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?
Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, “é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa”. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.


Montadoras e as grandes margem de lucro

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes, e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência “Off Road”.
Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.
Estes carros são altamente lucrativos para as montadoras: a Morgan Stanley estima que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, fica entre 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos entre 10% a 15% mais caros.
O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.


O exemplo do Honda City

O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil, e do lucro acumulado pelas montadores. Ele foi analisado em matéria feita pelo jornalista Joel Leite, do site Auto Informe. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX, versão básica).
Neste já preço está incluído o frete até o país, correspondendo a R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.
No Brasil, indica Joel Leite, adicionam-se os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, que equivalem a R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (neste caso de 10%). A soma resulta em R$ 40.692,00.
Considerando que nos R$ 20,3 mil contabilizados com a venda do carro ao México a montadora já teve sua margem de lucro, o “Lucro Brasil” (ou adicional) abocanhado pela montadora é de R$ 15.518,00 correspondente aos R$ 56.210,00 (preço que o carro é vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.
Isso sem considerar que o carro “básico” que vai para o México tem muito mais equipamentos de série que o “básico” brasileiro: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é uma das poucas semelhanças que equipa a versão vendida no Brasil.



Volkswagen Gol I-Motion: Fabricado no Brasil, hatch automatizado custa R$ 46 mil por aqui; no Chile, sai por apenas R$ 29 mil


“O que vale é o preço que o mercado paga”

Mesmo lembrando que Brasil e México possuem um acordo comercial que isenta a cobrança de impostos de importação, fica a pergunta: Como é possível um carro fabricado no Brasil ser vendido, com lucro, por menos da metade do preço em outro país? Na Argentina, nossos vizinhos, a situação se repete. A versão básica do Honda City (LX), com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600)
E será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro que é brasileiro, e ninguém fale nada? Ouvido pelo site AutoInforme (do UOL), o presidente mundial da Honda, Takanobu Ito, confessou que, retirando os impostos, o preço do carro no Brasil é mais caro que em outros países. Isso ocorreria porque “no Brasil se pratica um preço mais próximo da realidade. Lá fora é mais sacrificado vender automóveis”.
Ito disse que o fator câmbio pesa na composição do preço do carro no Brasil, mas lembrou que o que conta é o valor percebido. “O que vale é o preço que o mercado paga”. Ou seja, ainda que o preço seja alto, há quem pague, e pague bem.
E porque será que o consumidor brasileiro paga mais do que os outros? O presidente da Honda não sabe. “Eu também queria entender , a verdade é que o Brasil tem um custo de vida muito alto. Até os sanduíches do McDonalds aqui são os mais caros do mundo”.


Concluindo...

Independente do preço final , 30% é uma tributação muito alta para um carro, isto é inegável. Ainda que nos últimos tempos o governo e os bancos tenham criado certos incentivos para teoricamente tornar mais fácil a compra de veículos, esses incentivos são tão pequenos comparados com a realidade brasileira que parecem uma piada. Fora o fato de, pelo carro ser astronomicamente caro, a pessoa que pensa em comprar um carro em nosso país tem que pensar também nas dezenas de prestações com juros altíssimos a pagar, que fazem com que o valor final do carro torne-se quase o dobro do preço original. Ou seja: um americano compra um Honda Civic a vista por R$25 mil, enquanto no Brasil o mesmo carro (que por aqui custa R$ 66 mil) sairá por mais de R$ 100 mil depois de 36 parcelas com juros.
E por isso que outro grande culpado pelo alto preço dos automóveis (além dos altos impostos, juros e da ganância das montadoras) é o próprio povo brasilieiro. Há muito tempo que os preços não são definidos pelo custo do produto. É mercado consumidor quem define o preço. Por que as montadoras baixariam os preços dos carros se continuamos pagando uma fortuna por eles? E ainda tem muita gente que quase sente tesão em pagar mais de R$ 100 mil por um carro: não só pelo conforto, estilo e segurança que esses carros trazem, mas sim para mostrar seu poder as demais pessoas.
É claro que, para os que tem condições, é difícil deixar de comprar para baixar esses preços, pois muita gente precisa de um carro. Nosso sistema de transporte público é precário e andar de moto ou bicicleta torna-se cada dia mais perigoso. Mas é possível passar um ou dois anos a mais com seu automóvel antes de trocá-lo. Ou até, quando for comprar outro veículo, opte por um semi-novo. Além de ajudar seu bolso, ainda pressionará as montadoras a baixar os preços dos carros novos.



*Com informações dos sites Auto Informe (UOL), Estadão, BBC Brasil e Wikipedia
**Valores baseados em junho de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

A história do Papai Noel


Papai Noel só começou a beber Coca-Cola em 1931; antes, preferia suco de amoras

*publicado no jornal A FOLHA(Torres, 23/12/11)

Dia 25 de dezembro é dia de Natal, celebração do nascimento de Jesus Cristo, tempo de renovação e esperança. Ainda por cima é uma data próxima ao ano novo, recheada de expectativas, e as pessoas tornam-se contagiantemente mais afetuosas umas com as outras, multiplicam-se desejos de paz, saúde, felicidade e amor. E em meio a toda esta bela história, surge um velhinho gorducho e em roupas vermelhas fumando, tomando Coca-Cola e incitando o desejo de consumir no coração das pessoas.

A difusão do cristianismo e do Natal

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Foi no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Começou com o imperador Constantino que acabou, entrando na história como primeiro imperador romano a professar o cristianismo, na seqüência de uma vitória militar decorrente da inspiração divina de Jesus Cristo. Segundo a tradição, na noite anterior à batalha, ele sonhou com uma cruz, e nela estava escrito em latim: In hoc signo vinces”— "Sob este símbolo vencerás".
De manhã, um pouco antes da batalha, Constantino teria mandado que pintassem uma cruz nos escudos dos soldados e, com a graça de Cristo, conseguiu uma vitória esmagadora sobre o inimigo. A partir deste fato, Constantino legalizou e apoiou fortemente a cristandade, mas também não tornou o ilegal o paganismo (religião politeísta vigente na época) ou fez do cristianismo a religião estatal única. O cristianismo tornaria-se religião oficial do império romano em 380 d.C., a partir de decreto do Imperador Teodósio I, popularizando-se então pela Europa e Ásia. A partir dai, também ficava oficialmente estabelecido o 25 de dezembro como data de nascimento de Jesus
Na Roma Antiga (bem como em diferentes locais no Hemisfério Norte) o 25 de dezembro era a data em que se comemorava também o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação estrita deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.
As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.
Enfim, a verdade é que, passados milênios desde as primeiras comemorações pagãs primitivas, o nascimento de Jesus e a difusão do Cristianismo pelo Império Romano, hoje existe um personagem que é mais popular que mitos e lendas religiosos no Natal. Ele surgiu também a partir da religião católica, mas se propagou como um dos mitos mais adorados do mundo por meio da publicidade de um refrigerante
Trata-se dele mesmo, o bom velhinho: Papai Noel

São Nicolau: a inspiração

A lenda do Papai Noel pode ter se baseado a partir de contos diversos pelo mundo, sobre a figura histórica de São Nicolau. Uma história quase idêntica é atribuída, no folclore grego e bizantino, a Basílio de Cesareia (fato pelo qual gregos e cristão ortodoxos costumam celebrar a traça de presentes no dia 1º de janeiro, dia de São Basílio).
Mas pelo que foi popularmente difundido até os dias de hoje, o personagem foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, arcebispo de Mira (na Turquia), que viveu durante o século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro na chaminé das casas dos necessitados. Também era muito bondoso com as crianças carentes, e costumava distribuir presentes no final de ano para aquelas que se comportassem bem.
Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. De São Nicolau, temos um grande número de relatos e histórias, mas é difícil distinguir as autênticas das abundantes lendas que germinaram sobre este santo muito popular. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha, e daí correu o mundo inteiro: mitificou-se o Papai Noel, um velhinho corado de barba branca, trazendo nas costas um saco cheio de presentes.


Caricatura de Thomas Nast que popularizou o Papai Noel gordo, em vermelho e fumante


O trenó de renas e a chaminé

Uma das pessoas que ajudaram a dar força à lenda do Papai Noel como conhecemos hoje foi Clemente Clark Moore, um professor de literatura grega de Nova Iorque. Ele lançou o poema intitulado “Uma visita de São Nicolau”, em 1822, escrito para seus seis filhos. Nesse poema, Moore divulgava a versão de que São Nicolau viajava num trenó puxado por renas. Moore descrevia São Nicolau como “um elfo gordo e alegre”. Ele também ajudou a popularizar outras características do bom velhinho, como o fato (português brasileiro) dele entrar pela chaminé.
O caso da chaminé, inclusive, é um dos mais curiosos na lenda de Papai Noel. Alguns estudiosos defendem que isso se deve ao fato de que várias pessoas tinham o costume de limpar as chaminés no Ano Novo para permitir que a boa sorte entrasse na casa durante o resto do ano.
Mas, estudando o poema de Moore, várias tradições foram buscadas por diversas fontes, e a verdadeira explicação da chaminé teria vindo da Lapônia, na Finlândia (onde seria a casa do Papai Noel). Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, semelhantes a iglus, que eram cobertas com pele de rena. A entrada para essa casa era um buraco no telhado, e daí veio a idéia do Papai Noel entrando pela chaminé.

Coca Cola e a popularização do Papai Noel

É amplamente divulgado pela internet e por outros meios que a Coca-Cola seria a responsável por criar o atual visual do Papai Noel (roupas vermelhas com detalhes em branco e cinto preto), mas é historicamente comprovado que o responsável por sua roupagem vermelha foi o cartunista alemão Thomas Nast, em 1886 na revista Harper’s Weeklys, em edição especial de Natal.
Papai Noel até então era representado com roupas de inverno, porém na cor verde (com detalhes prateados ou brancos). Em 1931, a Coca-Cola realizou uma grande campanha publicitária vestindo Papai Noel ao mesmo modo de Nast, com as cores vermelha e branca, o que foi bastante conveniente, já que estas são as cores de seu rótulo. Tal campanha, destinada a promover o consumo de Coca-Cola no inverno (período em que as vendas da bebida eram baixas, na época), fez um enorme sucesso e a nova imagem de Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo. Portanto, a Coca-Cola contribuiu para difundir e padronizar a imagem atual, mas não é responsável por tê-la criado.

A popular lenda do Bom Velhinho

Conforme a lenda, Papai Noel mora no Extremo Norte, numa terra de neve eterna. Na versão americana, ele mora em sua casa no Polo Norte, enquanto na versão britânica frequentemente se diz que ele reside nas montanhas de Korvatunturi na Lapônia, Finlândia. Papai Noel vive com sua esposa Mamãe Noel, incontáveis elfos mágicos e oito ou nove renas voadoras.
Outra lenda popular diz que ele faz uma lista de crianças ao redor do mundo, classificando-as de acordo com seu comportamento, e que entrega presentes, como brinquedos ou doces, a todos os garotos e garotas bem-comportados no mundo, e às vezes carvão às crianças mal-comportadas, na noite da véspera de Natal. Papai Noel consegue esse feito anual com o auxílio de elfos, que fazem os brinquedos na oficina, e das renas voadoras que puxam o trenó.


O bom velhinho fumava Lucky Strike, mas também apreciava os cigarros Pall Mall

A casa do Papai Noel e sua residência de verão no Brasil

Nos países do Norte da Europa, diz à tradição que o Papai Noel não vive propriamente no Pólo Norte, mas sim na Lapônia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi. Nesta cidade,realmente existe o "escritório do Papai Noel", bem como o parque conhecido como "Santa Park", que se tornou uma atração turística do local. Criou-se inclusive um endereço oficial como a residência do Papai Noel, abaixo subscrito:

Santa Claus
FIN-96930 Arctic Circle
Rovaniemi - Finlândia
http://www.santaclausoffice.fi

Em função disso, a região de Penedo, distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro, que é uma colônia finlandesa, se auto-declarou como a "residência de verão" do Papai Noel. Há ainda, na cidade de Gramado-RS, a Aldeia do Papai Noel.

sábado, 26 de novembro de 2011

Gengis Khan: O bárbaro estrategista



Temudjin, mais conhecido como Gengis Khan, o bárbaro mongol, viveu de 1162 a 1227 Ele nasceu cercado de lendas xamânicas sobre a vinda de um lobo cinzento que devoraria toda a Terra, e constituiu o maior império da história que a história já viu. Um dos grande gênio militares da história, valeu-se da inteligência, estratégia e disciplina para se tornar uma imagem de inspiração, um mito dos antigos cavaleiros guerreiros.

De Temudjin a Gengis Khan

Ainda que tivesse descendência nobre, na época do nascimento de Temudjin os mongóis estavam divididos em diversas tribos e clãs, cada uma governada por um cã, ou "Senhor", que impunha-se mais pela força do que pela descendência nobre. Como quase todos os mongóis, Temudjin provavelmente tinha sido treinado como arqueiro montado desde muito jovem. A habilidade na montaria, comandada apenas com os joelhos, e a destreza no arco e flecha, aliada a uma vida dura nas estepes, tornavam os guerreiros mongóis muito temidos e respeitados.
Ainda jovem, Temudjin enfrentou a rejeição de sua família por seu próprio clã, do qual teve de fugir após a morte do pai. Mas anos depois ele voltaria para conquistar sua liderança, e baseado nas tradições, genialidade militar e numa presença divina (diz o mito que era iluminado pelo Deus do Trovão, Tengri) Temudjin derrotou todos os seus rivais de clãs distintos, inspirou respeito e disciplina ao seu exército cada vez mais crescente, e unificou os povos mongóis sob seu comando para, assim, tornar-se o Gengis Khan, o “Comandante dos Comandantes”. Criou-se uma hierarquia administrativa e militar, e um exército foi treinado e organizado.


O temido e respeitado exército de Gengis Khan


Gengis Khan criou táticas de guerra revolucionárias para as batalhas nas estepes. Seu exército era disciplinado, temido e impiedoso. A arma tradicional dos mongóis era o arco e flecha curvo, que tinha um alcance de 500 metros, com isso tornou obrigatório o treinamento dessa arma. Os cavaleiros eram treinados para atirar a flecha com o cavalo em movimento.
Um detalhe era que, para maior precisão, a flecha era disparada no momento em que o cavalo estivesse em pleno galope. Esses cavaleiros, os chamados mangudais, eram uma arma poderosa contra infantaria inimiga, já que juntavam três princípios: arco e flecha, excelente pontaria e cavalaria, ou seja, um mangudai poderia ser rápido e preciso para atingir os inimigos mesmo estando longe. O arco curvo mongol era a mais devastadora arma

Tradição, disciplina e eficiência



O exército mongol funcionava com precisão e eficiência admiráveis. Organizava-se em dezenas, formados por dez homens que atuavam juntos em combate, saque ou obtenção de suprimentos. A cada dez dezenas havia um chefe. A cada cem dezenas de homens, havia um Kan, um líder. E cada 10 mil guerreiros formavam uma “horda” que era dirigida por um general submisso ao "Grande Khan".
Aprendiam a montar e a utilizar as armas ainda quando crianças, em especial o arco composto. Todos os homens não incapacitados deviam, até os 60 anos, participar da caça e da guerra. Dessa maneira, o exército mongol de Gengis Khan reunia, literalmente, a totalidade da população masculina adulta.
Os mongóis combatiam sob um restrito código de disciplina. O abandono de um companheiro na batalha era castigado com a morte. Genghis Khan organizou seu exército de uma forma espetacular, seguindo um sistema decimal, (10 / 100 / 1000 / 10.000). A unidade de 10.000 homens era a maior unidade combatente, como uma divisão moderna, capaz de manter por si só uma prolongada luta, poderosos por sua disciplina, quase invencíveis... e cruéis.

Crueldade bárbara

Os guerreiros mongóis eram especialistas em emboscadas e ataques de surpresa. Os chefes de seu exército faziam grande uso de patrulhas de reconhecimento e de movimentos sincronizados para atacar o inimigo em desvantagem. Os povos conquistados, como os tártaros e os Merkits, eram desagregados e divididos em unidades de 100 guerreiros. Assim, eles não teriam forças para constituir uma ameaça organizada para a família reinante.
Os mongóis fizeram uso exaustivo do terror. Se a população de uma cidade era massacrada depois de sua captura, era mais provável que a próxima cidade se rendesse sem luta. Iam se rendendo, cidade após cidade, ante a chegada do exército mongol. Genghis Khan, não construiu o maior império da história apenas com força bruta e matanças. Também era um grande estrategista, brilhante e bárbaro governante, e um terrível vingador.

Meio mundo sobre o controle mongol

Os mongóis formam um grupo étnico que habita as estepes da Ásia Central. Sua existência é documentada desde o século VIII. Os mongóis formaram sociedades complexas na Idade Média e, seguindo os passos dos hunos (seus predecessores em mil anos) eles esculpiram um dos maiores impérios que o mundo já viu. No seu auge, o império mongol alcançava terras na Coréia, através da Ásia, seguindo adentro da Rússia européia até a costa do Mar Báltico. Eles possuíram a maioria da Ásia Menor, o atual Iraque, atual Irã, Afeganistão, Paquistão, Tibete, partes da Índia, partes de Burma, toda a China e partes do Vietnã

Gengis Khan, o grande Khan

Começando com apenas cerca de 25.000 guerreiros,,Gengis Khan adicionou forças unindo nômades e atacando a parte norte da China em 1211. Sua ambição era a de acabar com o Império Jin( Nordeste da China) que por muitos séculos impedia o crescimento das tribos mongóis. E ele cumpriu com sua meta, e continuou com sua expansão de conquistas, massacres e escravidão dentro da China. Tomou Pequim em 1215 após uma campanha que custou cerca de 30 milhões de vidas chinesas.
Os mongóis então viraram para o oeste, rumo ao vez do império da Corásmia, cujos domínios incluíam os atuais Uzbequistão, Quirguistão, Turcomenistão, Tajiquistão e Afeganistão. Vitorioso em 1220, o exército mongol havia conquistado cidades como,Samarcada e Bukhara, ricas por serem pontos comerciais chaves na Rota da Seda. As cidades foi transformada em ruínas fumegantes, e todos os seus habitantes, mortos.



Os descendentes, expansionismo e queda

Após a morte de Genghis Khan em 1227, seu filho Ogedei completou a conquista do norte da China, e seguiu para a Europa. Ele destruiu Kiev em 1240 e avançou para a Hungria. Quando Ogedei morreu, em campanha militar, no ano de 1241, o exército inteiro recuou para que fosse tomada a decisão da sucessão. A Europa foi poupada enquanto os dirigentes mongóis concentravam seus esforços no Oriente Médio, e sul da China.
Hulagu, neto de Genghis Khan, exterminou os haxaxim (origem da palavra assassino) muçulmanos e tomou a capital islâmica, Bagdá, em 1258. A maioria dos 100.000 habitantes foram mortos. Em 1260 um exército Muçulmano de Mamelucos Egípcios (guerreiros-escravos de alta posição social) derrotou os mongóis onde hoje é Israel, terminando com a ameaça mongol contra o Islã e suas cidades sagradas. Kublai Khan, outro neto de Genghis Khan, completou a conquista da China em 1279, estabelecendo a dinastia Yuan no gigantesco país.
Uma das tentativas de invasão do Japão foi vencida pela Marinha, e outra por um furacão que mais tarde veio a ser conhecido como Kamikaze (vento divino), em 1274 e 1281. As derrotas contra o Japão desmoralizaram o então motivado Império MongolEm 1294, Kublai Khan morreu na China, e o poder mongol começou a declinar em todas as partes.

O legado de um mito

Contam as lendas que todos os envolvidos no enterro de Gengis Khan foram mortos para manter em segredo o local onde ele foi enterrado. E esse local realmente jamais foi encontrado. Na Mongólia atual, Gengis Khan é considerado o herói máximo e o pai daquela nação, cujo culto à imagem jamais se deixou apagar, mesmo durante o regime comunista
Um estudo realizado em 2002 concluiu que 8% da população da região anteriormente ocupada pelo Império Mongol, uma área entre o oceano Pacífico e o Mar Cáspio (o que corresponde a 0,5% da população mundial) podem ser descendentes de Gengis Khan. Um outro estudo de 2007 afirma que 35% dos atuais mongóis são descendentes de Gengis Khan


*Com informações dos sites Wikipédia, UOL e Só História

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Arnold Franz Walter Schönberg


Estava na faculdade, na internet, pesquisando sobre coisas, marquei um copiar para um texto sobre Taoismo e, quando fui colar o texto, sei lá como, me apareceu este nome:Arnold Franz Walter Schönberg. Não sabia quem era Arnold Franz Walter Schönberg, nem tenho idéia sobre que obscuras conexões eletrodigitais estabeleceu o mouse para chegar ao nome de Arnold Franz Walter Schönberg, mas não tem sentido ficar pensando em coisas que fazem pouco sentido, entido, ntido, tido, ido, do ,o

Arnold Franz Walter Schönberg, ou Schoenberg, (Viena, 13 de setembro de 1874 — Los Angeles, 13 de julho de 1951) foi um compositor austríaco de música erudita e criador do dodecafonismo, um dos mais revolucionários e influentes estilos de composição do século XX.
Suas primeiras obras, apesar de ligadas à tradição pós-romântica, já prenunciavam um método composicional inovador, que evoluiu para a atonalidade e, mais tarde, para um estilo próprio, o dodecafonismo. Schönberg foi também pintor e importante teórico musical, autor de Harmonia e Exercícios Preliminares em Contraponto.


*da wikipedia

domingo, 9 de outubro de 2011

Hoje em dia tudo é arte, até BOSTA é arte


O mundo babando devagar
Nem frango, nem água pra beber
Nem sapo, nem farpas pra tirar
Nem vulvas, nem tetas na TV
Os mantras derramados sem pão
Novelas digeridas sem lei
Os morangos chapando o melão
E as rosas pulando por ai

As rosas pulando por ai
As rosas pulando por ai
As moscas debulhando por aqui
As rosas pulando por ai

Blábláblá blábláblá
As rosas pulando por ai
Blábláblá blábláblá
As rosas pulando por ai
Blábláblá blábláblá
As Moscas debulhando por ai
Blábláblá blábláblá
As dermatites flopeando por ai
Blébléblé blíblíblú
Os vértices envergando sucuris
Bláblôblé Blíblócú
Vazando gonorréia do teu alho
Kakaka vagem suicida
Cantando belas noites de amor
Teor de cafeína, bonde do querolho
Quem gosta de xarope conta mil quinhentos e dois
E dizimais, e dizimais, e dizimáááááis
Seeeeeeerrote reeeeeeeeefogado
Falalange fooooooragida
Zanzando, zunindo em Zanzibar



Zambandos zamoras por ai
Zerto das zabedorias zorológicas
Dos zorrilhos zumbizugas
Das zordas zombeteiras
Das zexuberantes zebras
Das zenzazionalizimas zenhoraz zozimais zebrizando zanzicos zózicos.
Te deterás
Te deterás
E não lera mais essa porra aquiiiiiiili
halafretocultiração
Vaaaaaaaai ler sim, vaaaaaai ler sim
Por que senão tu vai dizer
paaaaara ti mesmo, ooooomsem it arap
que não leu isso aqui
e vai ficar pensando
porque não
covarde
covarde
covarde
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh



São 18 besouros interagindo simultaneamente a cada 30 minutos. As inscrições acontecem de hora em hora, são gratuitas e dão direito a uma degustação ao final de cada sessão. Quem mais pontos fizer, derrubando os postes da cor CERÂMICA, ganha o ANEL DE DARDOS. O ANEL DE DARDOS possibilita que o jogador A questione ao jogador B, se C e D podem revesguiar a rodada. C e D, por sua vez, terão a chance de girar a RODA VERTIGINOSA, e o jogador que mais próximo chegar do PAVÃO SATURNO na roleta, consuma a participação no seu time do pronônimo SERAMINÔN. SERAMINÔN libera na atmosfera do jogo GASES DIMENSIONAIS DE AGHAS, que concluem a primeira fase do que quer que se imagine querer ou do que quer que se imagine imaginar....................



.........................Bergers! Castelyn è desgrûtri famalonsi naster. Das caridas necomynas vi dargûspitale tucá. Fasky resrà das Valim-Yoran carestidon va puti. Parakumû Porumbá! Parakumû Porumbá!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Procrastinação e você: tudo a ver!



- Publicada no jornal A FOLHA*


Bem, já estou querendo fazer esta matéria sobre procrastinação há cerca de um mês, mas no final das contas sempre deixo pra depois. Tenho um prazo de uma semana para fazer a apuração de dados, entrevistar algumas pessoas, achar uma maneira interessante de reportar o assunto... É um bocado de tempo, e eu sei que, se mantivesse o mínimo de foco, poderia elaborar uma boa matéria num só dia. Poderia ser até agora, mas porque fazer agora se eu posso deixar para depois? Essa é a filosofia do procrastinador, pessoa que tem o costume de adiar suas atividades, empurrar com a barriga. Embora a procrastinação seja considerada normal, ela se torna um problema quando impede o funcionamento normal das ações.

Estudar para a prova ou ficar de bobeira no Facebook? Limpar a casa ou assistir TV? Fazer o relatório que o chefe pediu ou tomar umas cervejas com os amigos? Nossa vida está sempre marcada por escolhas, o problema é que algumas decisões que tomamos podem nos colocar em situações complicadas. O tempo terminou e o relatório não está pronto.... dizer a verdade para o chefe ou inventar que sua querida tia-avó Leonora faleceu no final de semana, o que fazer? Um pesquisador canadense pesquisou o assunto por 05 anos, e chegou a conclusão que 95% das pessoas do mundo são procrastinadores ativos. Olha, sinceramente queria conhecer estes 5% que nunca deixam uma atividade para depois, porque esses devem ser verdadeiras máquinas, com seus cérebros perfeitamente esquematizados (e provavelmente uns grandiosos chatos).

A palavra vem do latim procrastinare, que é a união do prefixo pro (encaminhar) e castinus (amanhã). Ou seja: enrolar. A população da Roma antiga já utilizava o termo. Na época, o ato de procrastinar parecia refletir a noção de que, o adiamento da ação ou da tomada de decisão, poderia ser algo necessário e até sábio. Provavelmente porque implicava um processo de tomada de decisão complexo, o qual se opunha a comportamentos impulsivos. Pode até ser verdade, se aplicada de uma forma produtiva, a procrastinação serviria para que nossas decisões fossem feitas a partir de uma reflexão maior, nossos trabalhos seriam cumpridos nos momentos mais oportunos... mas havia uma coisinha que os pensadores da antiguidade estavam longe de saber, e que fez a procrastinação se tornar-se uma vilã do século XXI: A internet.

Internet: A maravilha do procrastinador

A realidade é que a procrastinação nunca foi tão presente em nossas vidas desde que o acesso ao mundo virtual tornou-se um costume diário de boa parte da população.Com a internet, ficou irresistível não enrolar. Pelo computador, temos acesso imediato e quase gratuito a uma indústria infinita de entretenimento, vídeos, blogs, redes sociais. "A internet é muito positiva para mim pois abre as janelas do mundo, você pode pesquisar qualquer coisa e ficar atento em tudo que está acontecendo, ter idéias novas. Mas também sei que perco muito tempo conversando com amigos no Facebook e no MSN, enquanto eu poderia estar usando esse tempo para estudar ou fazendo qualquer outra coisa mais produtiva", indica o estudante de direito Marco Zannon, 25 anos.




As pessoas tendem naturalmente a procrastinarem a dieta, a arrumação dos armários, relatórios, estudos, check-up médico, entrega da declaração do Imposto de Renda (mais da metade dos contribuintes entrega a declaração nos últimos dias, apesar do prazo de dois meses para isso) e outras coisas que, convenhamos, podem ser bastante aborrecedoras. Por outro lado a maioria das pessoas não deixa para depois a realização de atividades prazerosas, tais como comer, beber, transar, assistir filmes, ouvir música e assim por diante. Jogar um futebolzinho com amigos não é procrastinado, enquanto fazer o mesmo esforço físico em academia de ginástica tem uma enorme chance de ser protelado. Psicologicamente, os prazeres valorizam o agora: vadiar primeiro e trabalhar depois. Atender às obrigações requer um empenho especialmente motivado por conceitos culturais do dever.

Outro motivo para trabalharmos sempre enforcados pelo prazo pode ser justamente ele: o prazo. Com uma rotina onde nos acostumamos com datas-limite para entregar ou realizar trabalhos, a procrastinação surge como uma espécie de luta entre o tempo psicológico, estabelecido pelos nossos desejos, e o social, marcado pelo relógio. " Neste momento sou um exemplo vivo da procrastinação, pois tenho trabalhos para entregar amanhã de manhã e, por mais que tenha tido um bom tempo para fazê-los durante a semana, só no dia da véspera fui me agilizar para finalizar tudo. Acho que postergo muitas das coisas que tenho pra fazer por insegurança, em uma descarada transferência de responsabilidades para o acaso. Se alguma coisa sair errado na tarefa que eu tenha que cumprir, posso dizer para mim mesma que a culpa foi da falta de tempo", explica a estudante de biologia Fabrícia Labarte. Mas ainda que entenda que a procrastinação possa significar improdutividade, Fabríciapensa que o fato de trabalhar sobre pressão, com a adrenalina da urgência, acaba sendo também um ponto de motivação. "Esse é um hábito que da graça para a vida, até porque ser muito controlado e organizado pode tornar as pessoas chatas demais. Eu tive um ex-namorado que era assim, e dio que prefiro ter um cérebro desorganizado do que me tornar uma pessoa neurótica em relação a tudo", ressalta a estudante.

E agora, o que fazer?

De acordo com a psicóloga Rânia Dalpiaz, o ato de procrastinar acompanha o ser humano desde os tempos mais remotos, quando começamos a nos responsabilizar por um maior número de atividades. Mas hoje em dia, este hábito pressupõe "O fato é que muitas vezes as pessoas deixam as coisas para a última hora pensando que, num momento futuro mais oportuno, haverá um envolvimento maior na tal tarefa. É como se fosse uma idealização do tempo futuro em detrimento do tempo presente, mas ir empurrando as responsabilidades para depois acarreta em uma pressão maior ainda com os prazos, além de estimular sentimentos de stress, ansiedade e angústia". A psicóloga ainda indica que, na era digital contemporânea, nos deparamos com uma carga muito maior de informações, e por isso as pessoas tem maior dificuldade em gerir seus próprios compromissos. "Muita gente gasta tempo demais apenas pensando em muitas tarefas, sem se preocupar neste processo com a própria organização. Uma medida interessante, e que pode atenuar o problema da procrastinação, seria a elaboração de alguma agenda pessoal definindo prioridades, pois a partir da visualização do que deve ser feito acaba se estabelecendo uma melhor organização mental. E aquelas tarefas maiores, que exigem grande disposição e concentração, muitas vezes podem ser divididas por etapas. Pondo-se em mente objetivos mais realistas, aumentam as chances de uma maior satisfação pessoal em relação as tarefas e reduz-se o stress e ansiedade decorrente do aperto com horário", conclui Rânia.

Pois então, além das valiosas dicas da psicóloga Rânia, aqui vão algumas outros truques para você chutar a procrastinação para escanteio. Aprenda a dizer não! Se você tem algum trabalho importante para fazer, ou têm que estudar para uma prova complicada no dia anterior, convenhamos que este não é o melhor momento para aceitar o convite dos amigos para umas inocentes cervejinhas (e voltar para casa completamente bêbado sem condições de fazer nada...). Não reclame da falta de tempo, faça agora! Você está enrolando e diz para si mesmo: “deveria estar fazendo o trabalho agora, sou um vagabundo”. Ao invés disso, corte o mal pela raiz, e inicie a tarefa imediatamente. Não seja tão perfeccionista! Muitos procrastinam porque exigem tanto de si próprios numa tarefa que acabam com medo de enfrentá-la. O melhor é ter consciência de suas limitações e habilidades para o trabalho. Veja o lado bom das coisas! Mesmo aquelas tarefas mais chatas têm seu lado bacana. Lavar a louça, por exemplo, envolve brincar com a água! Concentre-se no que a tarefa tem de legal, que, assim, fica mais fácil encará-la. Bem, e agora que você já sabe um tanto o que é procrastinação, como esse hábito acontece e o que fazer para evitá-lo.... Pare de ler essa matéria e vai fazer o que você tem para fazer!!

*Ideia roubada da revista 3x4 (edição 2011/1). Com informações de Super Interessante, Psyqweb e BBC Brasil

sábado, 17 de setembro de 2011

Lago Karachay: O lugar mais poluído do mundo


Lago Karachay é um pequeno lago situado no sul dos Montes Urais, no oeste da Rússia. Karachay é considerado o lago mais poluído do planeta.

A partir de 1951, a União Soviética passou a utilizar o lago como repositório de resíduos radioativos da Mayak, uma instalação de reprocessamento e armazenagem de lixo tóxico situada próxima à cidade de Oziorsk (então chamada de Cheliabinsk-40).

A partir da década de 1960, o Karachay passou por uma grande seca, sua área diminuindo de 0.5 km² em 1951 para 0.15 km² no final de 1966. Em 1968, após um período de estiagem na região, o vento dispersou a poeira radioativa da área seca do lago, contaminando meio milhão de pessoas.

Entre 1978 e 1986, o lago foi preenchido com mais de 10,000 blocos de concreto oco para evitar o deslocamento de sedimentos radioativos.

De acordo com o Worldwatch Institute, Karachay é o lugar mais poluído da Terra. O lago acumulou em torno de 4.44 exabequereis (EBq) de radioatividade. Em termos comparativos, o desastre de Chernobyl dispersou entre 5 e 12 EBq de radioatividade. Mas, ao contrário do lago, a contaminação de Chernobyl não ficou concentrada em um só local.

Em 1990, o nível de radiação na margem do Karachai era de 600 röntgens por hora, o suficiente para envenenar mortalmente um ser humano em apenas uma hora. Os cientistas ainda não sabem se um dia será possível descontaminar o Karachay.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Charles Bukowski


Charles Bukowski, born in 1920, began writing at a young age and was first published in the 1940s. Then Bukowksi gave up writing for the world of work and bars, not publishing, not writing, so the myth goes, for nearly twenty years. Ten of those years were spent roaming from odd job to odd roominghouse from the East coast to the West. The other ten years, Bukowski worked for the United States Postal Service in Los Angeles, a job that took no effort except for the strength to show up and the patience to perform mindless operations. During that time, his life bordered on insanity and death, two prevalent themes in his writing. According to his own myth making, Bukowski returned to writing the day that he quit the Postal Service, but his bibliography shows that indeed, he had been publishing several years before that.



Freedom


he drank wine all night of the
28th, and he kept thinking of her:
the way she walked and talked and loved
the way she told him things that seemed true
but were not, and he knew the color of each
of her dresses
and her shoes-he knew the stock and curve of
each heel
as well as the leg shaped by it.

and she was out again and when he came home,and
she'd come back with that special stink again,
and she did
she came in at 3 a.m in the morning
filthy like a dung eating swine
and
he took out a butchers knife
and she screamed
backing into the rooming house wall
still pretty somehow
in spite of love's reek
and he finished the glass of wine.

that yellow dress
his favorite
and she screamed again.

and he took up the knife
and unhooked his belt
and tore away the cloth before her
and cut off his balls.

and carried them in his hands
like apricots
and flushed them down the
toilet bowl
and she kept screaming
as the room became red

GOD O GOD!
WHAT HAVE YOU DONE?

and he sat there holding 3 towels
between his legs
no caring now whether she left or
stayed
wore yellow or green or
anything at all.

and one hand holding and one hand
lifting he poured
another wine

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Importantes considerações e uma moral em cinco minutos


Vou passar os próximos cinco minutos falando sobre a falta de perspectiva das linhas. Adjetivos como galos, maçãs, falanges, derrotas, bronquite e parealelepípeto podem ser referidos. Vacas que bebem conhaque poderão sofrer severas mutações, criar guelras e sair caçando andorinhas pelos ares. Vacas com guelras tem excelentes perspectivas voadoras e são vorazes carnívoras. Já Platão desafiará sua República instaurando o caos nas docas do Valhala, através de um bombardeio de cogumelos indonésios que douraram no último verão. Isso causará grande agito entre os polvos gigantes do Mediterrâneo, que montarão em seus ornitorrincos de caça para enfrentar a milícia platônica. Mas, ainda assim, um bom desodorante de alho poró poderá estabilizar os cavacos suecos, além de fechar os olhos daqueles que vêem o que é visto pelos pêlos vistosos dos torpores desalentados. Digo isso pois penso que, sem a sensibilidade dos hormônios lúdicos, toda a criação vira pirilampo. Ora, não existe dormência maior que a doçura da manteiga sem sal, isso não é novidade. Não entendo qual a razão para as pessoas fazerem tanta confusão com as palavras, são todas belas e coerentes...

Moral da história: O preço dos carros depende da graça dos macacos que o habitam