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segunda-feira, 18 de março de 2013

Confissões de Internet, ternura e sangue



Vejo 'academia brasileira de jornalismo literário', onde há 'josé hamilton ribeiro', escritor e jornalista brasileiro, que perdeu uma perna durante a 'guerra do vietnã', após pisar em uma 'mina terrestre'. O vento sopra, o google aberto e um milhão de milhões de possibilidades de consulta. O quanto será que estamos sendo vigiados? E isso sem falar que ainda estupram nossas mentes com zilhares de propagandas luminosas, mas é o preço que pagamos por tanta informação, debitado diretamente na conta do nosso banco mental, sem possibilidade de reembolso...

..." aliás, até ha uma  possibilidade para o reembolso: é só ligar para o nosso 0800, conversar com nossa secretária eletrônica por alguns minutos, pedir para falar com um de nossos atendentes do setor de reclamação, deixar seus dados e formalizar um pedido de estorno por estupro neural. A burocracia usual, não tomará mais que 59 minutos do seu tempo. Após, você deve anotar o protocolo de 32 dígitos e escolher o seu omelete preferido entre três opções que serão apresentadas. Cumprindo esse procedimento usual, lhe passaremos uma receita médica em pdf que - aconselhamos nós, do Dooble -  deve ser entregue diretamente ao seu psiquiatra. O seu psiquiatra lhe receitará anabolizante para cavalo como a cura para suas enxaquecas, lhe dará um atestado de insanidade mental e a licença para adquirir uma clássica RPG-7 antitanque. Nós, do Dooble, damos uma opção para você: quem sabe explodir o hospital mais próximo com seu novo brinquedo?"

...A busca por estar o máximo possível livre e ao ar livre, deixando ao instinto a missão de escolher seu aleatório destino, era  uma sensação quase irresistível, que lhe vinha sempre a mente. Ele por vezes também sentia que podia passar quase a vida inteira em lugares abertos, e  se imaginava nestes mesmos lugares  na companhia de alguns bons amigos, frequentemente entorpecido por uma droga qualquer, juntamente com algum amor despreocupado para fazer companhia e dividir a experiência, tanto corporal como espiritualmente. ...

.....mas antes disso, queremos saber quantos neurônios foram queimados? Lês a revista Veja?  Já foi feita a ressonância magnética para atestar seu péssimo estado de saúde? Quantos algarismos encontramos na palavra bolota?  E quantos algorítimos? Preferes assistir ao Faustão ou fazer uma viagem ao Marrocos, com direito a uma excursão para ver a casa da Jade, na novela "O Clone"?...


Cães, mosquitos e centros


...E seu filho, é uma criança saudável, não é?  tem toda aquela alegria e energia de um menino de 8 anos, e é tão inteligente, não é? Lê tanto, se comporta bem, até já sabe falar inglês... um garotinho lindo mesmo! Iria realmente ser uma pena se ele se encontrasse com uns certos labradores malvados que andam por estas redondezas, quando ele  estiver sozinho, saindo da escola.... Ahh, esses cachorros não nasceram malvados, mas acabaram tornando-se maquinas da morte, infelizmente. Foram muito mal tratados e  quase não recebiam nada para comer, pelo que me disseram, mas mesmo assim os bichos ficaram grandes. Na verdade, a história que eu ouvi sobre esses cachorros é meio assombrosa, mas parece que o dono deles era um psicopata, que já foi até morto, mas que raptava criancinhas e as jogava no canil, para serem devoradas pelos cachorros. Uma pessoa realmente do mau, eu diria, mas os cachorros não tem culpa se a natureza deles os levou a crer que crianças são alimento, não é?...

... Alguns destes lugares eram centros de grandes metrópoles, grandes espaços públicos com monumentos históricos, museus, artistas de rua e loucos, além de dezenas de diferentes bares, pubs, restaurantes e cafeterias. Letreiros com os nomes de grifes nacionais e estrangeiras gravadas se espalhando, com as paredes grafitadas colorindo as ruas, além de muitas e altivas árvores, de diferentes espécies, se misturando com os muitos prédios de bela arquitetura (e com os outros tantos feios , mas o feio também tem sua beleza e ternura). Gente passando por todos os lados e o trânsito correndo intermitente, parando em intervalos rigorosamente definidos por semáforos. O zumbido das motos, o rugido do ônibus e as buzinas dos carros, entre motoristas e motoristas, também eles estão lá. O barulho de máquinas trabalhando em algum lugar, de vez em quando o som de uma ou outra sirene de um carro policial ou ambulância . A confusão de cores e vozes, a típica e deliciosa cofusão metropolitana, são o que ele vê e ouve nestes lugares.

. ...Mosquitos são animais profundamente infernais, nada de bom há na existência dos mosquitos. A cadeia alimentar pode se virar muito bem sem eles, e o resto do mundo agradeceria... malditos mosquitos e sanguessugas, maldito crepúsculo, mandito sangue que corre nestas malditas veias..pelo menos tenho uma varanda com muitas almas, digo, árvores, digo, natureza, vida, profundidade e  sensações, enfim, evasões solares de muita energia, como diz o ditado popular....

...Um outro lugar era envolto por variada e exuberante natureza, doutor: eu posso imaginar o descampado horizonte verde, de relevo levemente ondulado, com uns capões de escassas e retorcidas árvores se espalhando, marcado por majestosas e quase sempre solitárias figueiras . E ao redor de uma destas figueiras, exatamente a maior e mais antiga do lugar, se ergue um casarão branco... o casarão branco que.... não, o casarão branco não, não me obriguem pensar naquela maldita casa de novo! Tenho que esquecer, tenho que esquecer tudo, foi um pesadelo, só isso! um pesa.....

... Na tarde desta segunda-feira, em São Paulo, Daniel Figueira Rocha, 22 anos, assassinou seu psicólogo utilizando uma caneta, para após dar cabo de sua própria vida ao atirar-se do 18o  andar do prédio onde encontrava-se, na movimentada Avenida Ipiranga. Segundo relatório do IML, o corpo do psicólogo Abílio Cruz Fonseca, de 52 anos, ficou desfigurado após as centenas de golpes de caneta desferidos por Daniel. Já o suicida virou uma atração negativa para a capital paulista, pois os olhares de centenas de chocados cidadãos caiu sobre a massa amorfa e sangrenta que o corpo de Daniel se tornou, após o choque violento com um carro estacionado no local.




sábado, 28 de julho de 2012

A Luz e o Medo feat Beatles for Sale



No Reply feat I Don't Wanna Spoil the Party

Foi naquela mesma noite que vi a luz ,
A luz que surgia por detrás dos prédios.
Eu vi a luz, faiscando, em chamas
E sim, foi assim que eu quase morri

Mas como foi?
Eu lhe digo,
Se eu fosse você
Eu perceberia
que o mundo não é mais
que amor e agonia

Sem respostas
Assim nós vivemos
Assim nós morremos
Sem respostas..........................



 ...................... Eu não quero ficar nessa porra de lugar. Não consigo nem ficar bêbado, não há nada para mim aqui, eles não sabem o que está acontecendo. Então saio pela noite, alienado, fico pensando nela. E só o que surge em minha mente é solidão, raiva e medo, muito medo. Ela sabia, e agora está morta. Os cigarros não são mais engraçados, não são mais que subterfúgios para alimentar a agonia, o horror que é saber tudo o que sei. Nunca pedi para saber disso tudo, porque isso tinha de cair sobre mim?

Pelo menos, aqui os Tronkis não estão me vigiando, ou pelo menos acho que não. Olhei para o céu, tentando me prontificar de que este era um local seguro, mas o que é um local seguro nestes loucos tempos? Por que eles sabem, ah sim, eles sabem de tudo, e agora querem me capturar. Pois mesmo que quase ninguém tenha descoberto a fraude, essa porra que vai estraçalhar toda a realidade, eu estou percebendo a complexidade de tudo, e isto está começando a ficar perigoso. E o pior disso tudo, meus caros amigos, é que eles sabem, eles sabem que eu sei de tudo, e agora eles sabem que você também sabe! HAHAHAHAHAH.............................



Mister Moonlight feat Kansas City

Why we Love you, Mister Moonlight?
We love you cause you bring us to dawn
We love you cause down below is just death
But on the top where you are, Mister Moonlight
There we can reach the stars
And now I’m going
to wherever I can rest
I’m going to  Kansas City,
I’m going to be knocked out
ba-ba ba-ba ba-ba

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Let me take you down, ou formigas



Prelúdio

Primeiro tu percebe as formigas, pequeninas, passando abaixo de ti. Trabalhadoras, organizadas, insignificantes. Frente aqueles frágeis seres, tu é um monstro de tamanho descomunal, um deus. E tu sabes  o quão complexa e poderosa é a estrutura do ser-humano, o poder do teu tamanho comparado ao das indefesas formigas. Então, friamente, tu pisa sobre as formigas, esmaga elas, por puro instinto assassino, crueldade, complexo de gigantismo.
Mas então a consciência pesa, e tu pensa que é o menor dos seres do universo, uma fraca estrutura corporal com vida efêmera e patética, que vai simplesmente viver, morrer e apodrecer como toda e qualquer coisa nesse pequeno planeta do sistema solar chamado Terra. Como as próprias formigas na qual tu acabou de pisar.


Drogas ou sentimentos

Tu dá um cala a boca na tua mente e acende o baseado. Pensa que é difícil de ser alguém, mas isso não importa muito, porque nada importa muito. É difícil sintonizar com tantas frequências confusas, as frequências de tantas pessoas, tantas ideias, tantos compromissos, informações, necessidades, obrigações, limites. Parece muita coisa para pouco propósito. E tu pensa que, no final, tudo não passa de um sonho, um sonho na qual estamos acordados, mas que entendemos muito pouco. Um sonho dominado por nossas emoções.
Qualquer busca por qualquer objetivo, o que quer que se trace na vida parece não ter nenhuma significância, serve apenas como combustível para suprir as emoções do ego.  Apenas palavras tentando expressar um conceito mental sempre mutante, que não pode ser definido somente em palavras. Amor, ódio, medo, felicidade, depressão, dor, prazer. São como drogas, sensações e estímulos captados por nosso cérebro, na qual ficamos viciados. E que estão entrelaçados, se fundem formando emoções cada vez mais complexas, mixadas.



You know I'd give you everything I've got for a little peace of mind

Mas isso tudo que se foda, porque a roda gira com o baseado. E tu é parte de um todo, sente fluir o prazer. E estão todos juntos a sua volta, todas as energias são positivas, todos cantando, sorrindo, viajando pelo gigante e louco navio. São um milhão de cores, dois mil seres de doze diferentes galáxias, cinco diferentes dimensões. E guitarras vibrando, derretendo-se em vibrações quentes. Isso tudo é demais, as pessoas e jupterianos girando, as lhamas e os visigodos de Delória dançando, e tu se sente consumido pelo torpor do momento. Simplesmente decide que é hora de voar, abre tuas grandes e brancas asas de arcanjo e ganha os céus. Você então vê o grande balão mágico - conduzido pelo simpático dromedário Nefastus, saudoso primo do dromedário Molina - deixar o rastro de arco-íris pelas nuvens, laranjas no pôr do sol. E tu pensa que o mundo é bonito, mas sabe que o balão logo vai explodir. E quando o balão explodir, as formigas estarão de volta, e serão monstros enormes, cruéis, assassinos que arrancarão, na primeira mordida, a sua maldita cabeça.



photos by RandySlavin

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Thunder


I guess you know
That when we are young
we shall be out of the path
Because life is a weird thing
When you try to understand
What is not to be understood

Each year is a generation
each generation becomes a century
and a century fly away in a few seconds
without further notice

Those few seconds
they are the time that you have
To explain me what do you think
about death
about the world
about time
and the thunder

In those few seconds
Go slow and laughing
enjoying the joke of life
with no judgements
knowing for sure
that every single moment
gonna blow up
soon

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Brasil: O carro mais caro do mundo


Chevrolet Camaro SS: custa R$ 185 mil no Brasil, mas chilenos pagam o equivalente a R$ 89 mil, e americanos, R$ 54 mil


Quando pensamos sobre os altíssimos preços dos carros no Brasil, o principal culpado que vem em mente são os tributos. Todo mundo sabe que a carga tributária brasileira é muito elevada. Serão arrecadados em 2011, de acordo com o site Impostômetro, um total de 1,5 trilhões de reais, provenientes de impostos municipais, estaduais e federais pelo país. Isto, sem dúvida alguma, compromete o preço dos automóveis, que tem de pagar 30% em tributos. Entretanto existem alguns indícios sugerindo que a culpa por esse valor ser tão alto está, também, por trás do lucro das montadoras no Brasil. Em nenhum lugar do mundo (que possua uma economia forte e um PIB relevante) as montadoras lucram tanto quanto em nosso país.

Comparações**

Algumas comparações para ilustrar o quanto o brasileiro sofre mais que em outros países na hora de comprar um carro:

• Volkswagen Jetta: Importado do México, sedã é vendido no Brasil com preço inicial de R$ 65.700; na origem, carro custa o equivalente a R$ 32.500
• Honda Civic LXS: No Brasil, sedã básico é vendido por R$ 66.660; na Argentina, R$ 42.680; nos EUA, nova geração do carro começa em R$ 24.900
• Novo Ford Fiesta: Importado do México, sedã começa em R$ 50.700 por aqui; mexicanos pagam R$ 28 mil e argentinos, R$ 32.460
• Volkswagen Gol I-Motion: Fabricado no Brasil, hatch automatizado custa R$ 46 mil por aqui; no Chile, sai por apenas R$ 29 mil
• Toyota Corolla: custo do sedã mais básico começa em R$ 59.400 no Brasil; na Argentina, cai para R$ 34.176; nos EUA, é de apenas R$ 24.380

Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais – representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.
A indústria automobilística culpa também o que chama de Terceira Folha pelo aumento do custo de produção, isto é: gastos com funcionários, que deveriam ser papel do estado, mas que as empresas acabam tendo que assumir, como condução, assistência médica e outros benefícios trabalhistas.

Alta carga tributária?!

De 1997 até agora, o carro popular teve um acréscimo de apenas 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias de carros o imposto não cresceu, diminuiu: o carro médio a gasolina, por exemplo, paga 4,4 pontos percentuais a menos do que em 1997. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, a taxação também é menor em 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.
Enquanto isso, a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010. Quer dizer, o imposto sobre veículos não acompanhou esse aumento. Não é um motivo para argumentar que o imposto brasileiro sobre carros continua astronômico. Assim como no futebol, é difícil bater o Brasil quando o quesito é imposto.
Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (no caso dos carros 1.0, o IPI foi totalmente retirado) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse realmente repassado para o consumidor.


Mesmo sem imposto, carros continuariam caros

Mas mesmo se descontássemos as pilhas de impostos que incidem sobre o preço dos veículos no Brasil, correspondente a 30,4% do valor (nos EUA a “mordida” é de 6,1%), nosso carros ainda seriam mais caros.É o que indica uma matéria do jornal Estado de São Paulo os dados das empresas automobilísticas e da Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos instalados no País.
O Chevrolet Malibu, por exemplo, custa a partir de R$ 89.900 no Brasil. Tirando IPI, ICMS e PIS/Cofins, o valor poderia cair para R$ 57.176. Mesmo assim, estaria mais caro do que nos Estados Unidos, onde carro sai por R$ 42.300, já com os impostos, para o consumidor de Nova York.
O Ford Focus Sedan está em situação semelhante. Sem impostos, o preço poderia cair de R$ 56.830 para R$ 39.554 no Brasil. Porém, em nova York esse veículo custa R$ 30.743 (já com a tributação).


Novo Ford Fiesta: Importado do México, sedã básico começa R$ 50.700 por aqui; mexicanos pagam R$ 28 mil e argentinos, R$ 32.460


Baixa escala de produção?!

Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores.
Pois bem: o Brasil fechou 2010 como o quinto maior produtor de veículos do mundo e como o quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades.
Pergunta pertinente: Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?
Segundo Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, “é verdade que a produção aumentou, mas agora ela está distribuída em mais de 20 empresas, de modo que a escala continua baixa”. Ele elegeu um novo patamar para que o volume possa propiciar uma redução do preço final: cinco milhões de carros.


Montadoras e as grandes margem de lucro

As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes, e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência “Off Road”.
Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.
Estes carros são altamente lucrativos para as montadoras: a Morgan Stanley estima que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, fica entre 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos entre 10% a 15% mais caros.
O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.


O exemplo do Honda City

O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil, e do lucro acumulado pelas montadores. Ele foi analisado em matéria feita pelo jornalista Joel Leite, do site Auto Informe. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX, versão básica).
Neste já preço está incluído o frete até o país, correspondendo a R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.
No Brasil, indica Joel Leite, adicionam-se os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, que equivalem a R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (neste caso de 10%). A soma resulta em R$ 40.692,00.
Considerando que nos R$ 20,3 mil contabilizados com a venda do carro ao México a montadora já teve sua margem de lucro, o “Lucro Brasil” (ou adicional) abocanhado pela montadora é de R$ 15.518,00 correspondente aos R$ 56.210,00 (preço que o carro é vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.
Isso sem considerar que o carro “básico” que vai para o México tem muito mais equipamentos de série que o “básico” brasileiro: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é uma das poucas semelhanças que equipa a versão vendida no Brasil.



Volkswagen Gol I-Motion: Fabricado no Brasil, hatch automatizado custa R$ 46 mil por aqui; no Chile, sai por apenas R$ 29 mil


“O que vale é o preço que o mercado paga”

Mesmo lembrando que Brasil e México possuem um acordo comercial que isenta a cobrança de impostos de importação, fica a pergunta: Como é possível um carro fabricado no Brasil ser vendido, com lucro, por menos da metade do preço em outro país? Na Argentina, nossos vizinhos, a situação se repete. A versão básica do Honda City (LX), com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600)
E será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro que é brasileiro, e ninguém fale nada? Ouvido pelo site AutoInforme (do UOL), o presidente mundial da Honda, Takanobu Ito, confessou que, retirando os impostos, o preço do carro no Brasil é mais caro que em outros países. Isso ocorreria porque “no Brasil se pratica um preço mais próximo da realidade. Lá fora é mais sacrificado vender automóveis”.
Ito disse que o fator câmbio pesa na composição do preço do carro no Brasil, mas lembrou que o que conta é o valor percebido. “O que vale é o preço que o mercado paga”. Ou seja, ainda que o preço seja alto, há quem pague, e pague bem.
E porque será que o consumidor brasileiro paga mais do que os outros? O presidente da Honda não sabe. “Eu também queria entender , a verdade é que o Brasil tem um custo de vida muito alto. Até os sanduíches do McDonalds aqui são os mais caros do mundo”.


Concluindo...

Independente do preço final , 30% é uma tributação muito alta para um carro, isto é inegável. Ainda que nos últimos tempos o governo e os bancos tenham criado certos incentivos para teoricamente tornar mais fácil a compra de veículos, esses incentivos são tão pequenos comparados com a realidade brasileira que parecem uma piada. Fora o fato de, pelo carro ser astronomicamente caro, a pessoa que pensa em comprar um carro em nosso país tem que pensar também nas dezenas de prestações com juros altíssimos a pagar, que fazem com que o valor final do carro torne-se quase o dobro do preço original. Ou seja: um americano compra um Honda Civic a vista por R$25 mil, enquanto no Brasil o mesmo carro (que por aqui custa R$ 66 mil) sairá por mais de R$ 100 mil depois de 36 parcelas com juros.
E por isso que outro grande culpado pelo alto preço dos automóveis (além dos altos impostos, juros e da ganância das montadoras) é o próprio povo brasilieiro. Há muito tempo que os preços não são definidos pelo custo do produto. É mercado consumidor quem define o preço. Por que as montadoras baixariam os preços dos carros se continuamos pagando uma fortuna por eles? E ainda tem muita gente que quase sente tesão em pagar mais de R$ 100 mil por um carro: não só pelo conforto, estilo e segurança que esses carros trazem, mas sim para mostrar seu poder as demais pessoas.
É claro que, para os que tem condições, é difícil deixar de comprar para baixar esses preços, pois muita gente precisa de um carro. Nosso sistema de transporte público é precário e andar de moto ou bicicleta torna-se cada dia mais perigoso. Mas é possível passar um ou dois anos a mais com seu automóvel antes de trocá-lo. Ou até, quando for comprar outro veículo, opte por um semi-novo. Além de ajudar seu bolso, ainda pressionará as montadoras a baixar os preços dos carros novos.



*Com informações dos sites Auto Informe (UOL), Estadão, BBC Brasil e Wikipedia
**Valores baseados em junho de 2011

domingo, 9 de outubro de 2011

Hoje em dia tudo é arte, até BOSTA é arte


O mundo babando devagar
Nem frango, nem água pra beber
Nem sapo, nem farpas pra tirar
Nem vulvas, nem tetas na TV
Os mantras derramados sem pão
Novelas digeridas sem lei
Os morangos chapando o melão
E as rosas pulando por ai

As rosas pulando por ai
As rosas pulando por ai
As moscas debulhando por aqui
As rosas pulando por ai

Blábláblá blábláblá
As rosas pulando por ai
Blábláblá blábláblá
As rosas pulando por ai
Blábláblá blábláblá
As Moscas debulhando por ai
Blábláblá blábláblá
As dermatites flopeando por ai
Blébléblé blíblíblú
Os vértices envergando sucuris
Bláblôblé Blíblócú
Vazando gonorréia do teu alho
Kakaka vagem suicida
Cantando belas noites de amor
Teor de cafeína, bonde do querolho
Quem gosta de xarope conta mil quinhentos e dois
E dizimais, e dizimais, e dizimáááááis
Seeeeeeerrote reeeeeeeeefogado
Falalange fooooooragida
Zanzando, zunindo em Zanzibar



Zambandos zamoras por ai
Zerto das zabedorias zorológicas
Dos zorrilhos zumbizugas
Das zordas zombeteiras
Das zexuberantes zebras
Das zenzazionalizimas zenhoraz zozimais zebrizando zanzicos zózicos.
Te deterás
Te deterás
E não lera mais essa porra aquiiiiiiili
halafretocultiração
Vaaaaaaaai ler sim, vaaaaaai ler sim
Por que senão tu vai dizer
paaaaara ti mesmo, ooooomsem it arap
que não leu isso aqui
e vai ficar pensando
porque não
covarde
covarde
covarde
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh



São 18 besouros interagindo simultaneamente a cada 30 minutos. As inscrições acontecem de hora em hora, são gratuitas e dão direito a uma degustação ao final de cada sessão. Quem mais pontos fizer, derrubando os postes da cor CERÂMICA, ganha o ANEL DE DARDOS. O ANEL DE DARDOS possibilita que o jogador A questione ao jogador B, se C e D podem revesguiar a rodada. C e D, por sua vez, terão a chance de girar a RODA VERTIGINOSA, e o jogador que mais próximo chegar do PAVÃO SATURNO na roleta, consuma a participação no seu time do pronônimo SERAMINÔN. SERAMINÔN libera na atmosfera do jogo GASES DIMENSIONAIS DE AGHAS, que concluem a primeira fase do que quer que se imagine querer ou do que quer que se imagine imaginar....................



.........................Bergers! Castelyn è desgrûtri famalonsi naster. Das caridas necomynas vi dargûspitale tucá. Fasky resrà das Valim-Yoran carestidon va puti. Parakumû Porumbá! Parakumû Porumbá!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Importantes considerações e uma moral em cinco minutos


Vou passar os próximos cinco minutos falando sobre a falta de perspectiva das linhas. Adjetivos como galos, maçãs, falanges, derrotas, bronquite e parealelepípeto podem ser referidos. Vacas que bebem conhaque poderão sofrer severas mutações, criar guelras e sair caçando andorinhas pelos ares. Vacas com guelras tem excelentes perspectivas voadoras e são vorazes carnívoras. Já Platão desafiará sua República instaurando o caos nas docas do Valhala, através de um bombardeio de cogumelos indonésios que douraram no último verão. Isso causará grande agito entre os polvos gigantes do Mediterrâneo, que montarão em seus ornitorrincos de caça para enfrentar a milícia platônica. Mas, ainda assim, um bom desodorante de alho poró poderá estabilizar os cavacos suecos, além de fechar os olhos daqueles que vêem o que é visto pelos pêlos vistosos dos torpores desalentados. Digo isso pois penso que, sem a sensibilidade dos hormônios lúdicos, toda a criação vira pirilampo. Ora, não existe dormência maior que a doçura da manteiga sem sal, isso não é novidade. Não entendo qual a razão para as pessoas fazerem tanta confusão com as palavras, são todas belas e coerentes...

Moral da história: O preço dos carros depende da graça dos macacos que o habitam

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Javalis da Ramelônia


Conheci a Ramelônia, lugar onde pude uma ter contato com uma interessantes comunidades de mamíferos atômicos. Não mais que uns poucos javalis dóceis, com seus dedos em riste apontando para o Céu , chafurdando em seu estrume inglório. Viviam em choupanas de palha, em ambiente tão fétido quanto eles próprios. Desdenhavam a forma de vida de seus proeminentes vizinhos, os Castelugos, nobres esquilos de ideais ternos e ponderados, que chupavam as tetas da mãe terra, suavemente mordiscando os mamilos. Os estranhos suínos riam da vida de despreocupação e tranqüilidade dos serelepes esquilos, que morriam velhos e em paz espiritual. Estes javalis da Ramelônia acreditavam que o caos é o caminho para a morte, e que a morte é o melhor caminho para virar bosta. Por isso lutavam para apressar a morte,enfiando seus narizes e bocas o mais profundamente possível em sua merda, buscando o tesão na essência de suas fezes. Mas não matavam uns aos outros, eram apenas solidários na busca por caminhos que conduzissem ao fim da vida. Reproduziam-se porque acreditavam que novas levas de ramelônios haviam de surgir, para que lhes fosse ensinado o valor da bosta, e o quanto a sua própria existência era suja. Eram seguidores de certa teoria proferida por seu grande pensador, um tal Sarta Purga Purga, há mais de 20 gerações suínas atrás. Dizia Purga Purga que "mais vale uma vida de merda que uma reflexão dos confrontos das conferências semióticas do desconstrutivismo demagogo". E jamais tão desafiantes palavras voltaram a ser pronunciadas por qualquer outro ramelônio. O sentido das palavras era desconhecido, trazia o medo,e por isso a expressão era respeitada em caráter absoluto pelos sôfregos animais. E quando a morte chegava, breve para os de sorte, os suínos devoravam o defunto para ingerir suas impurezas, acelerando o caminho até a bosta, e levando ao estágio seguinte.

sábado, 23 de julho de 2011

diálogos fumantes d'eu mesmo em movimento circular


- Pois é, acho que ia ser bom tu começar a conversar contigo mesmo. Tu não tá sempre reclamando que ninguêm te entende, que a vida no Brasil tá completamente maluca? E se tu tá tão quieto o tempo inteiro, porra, desse jeito pelo menos tu vai perdendo o medo de abrir a boca.

- Mas isso é muito louco mesmo, porquê antes era uma falação só, eu tava sempre dizendo pra mim mesmo calar a boca. E agora tá foda, eu começo a falar e as palavras saem todas meio toscas. Certo que eu tô no meio de um processo bizarro também, tipo, tentando mixar o que eu aprendi do inglês com o que eu sabia do português. Mas sei lá, sipá eu não tô falando muito porquê daí, pelo menos, eu reduzo as chances de dizer alguma merda né...

- Pode ser mesmo. Porquê tu é um cara inteligente e tal, mas tá sempre falando merda também. É melhor falar pouco e bem do que encher linguiça com baboseira. O negócio é aquela frescura toda de buscar o equilíbrio, mas tem que levar isso a sério também né, senão vira quase hipocrisia. Porque tu tá sempre dizendo pra todo mundo essa coisa do equilíbrio mas as vezes parece que tu é o cara mais desequilibrado do mundo.

- É uma bosta mesmo. Queria poder dizer para mim mesmo pra ser mais inteligente com essa situação, mas na real sou completamente confuso, parece impossível organizar tudo num cérebro tão fraquinho.

- Na verdade tu tá dizendo essa porra pra ti mesmo, né. Mas sei lá, talves porque dessa vez tu tá falando ao invés de só pensar pode ser que entre mais na mente. Ou pode ser que não também, mas foda-se isso, na boa.

- É. Mas na real o cara não pode perder a essência também. Foda-se o jeito que os outros querem que eu seja, eu não vou desistir de ser como eu quero. Claro que tem muita gente vendida que tá subindo na vida, gente que aceita virar cobaia do sistema e que fica feliz porque pode comprar uma caralhada de coisas que a tv diz pra comprar. Mas eu ainda resisto no meu mundo, porquê eu vejo um monte de coisa errada nesse país e não vou calar a boca até que eu diga o que eu penso.

- Chegou o revolucionário, o mártir! Vai te foder e te toca que tu não é nenhum Jesus Cristo, né, tu é um baita de um egocêntrico de porra, isso sim. Quer dizer, tem cretino muito pior do que tu, mas baixa essa bolinha que tu tem é que viver mais essa porra de vida e parar de reclamar. Não se lembra que tu dizia isso pra ti mesmo o tempo todo? A frase do Dylan lá, que a vida é uma piada e o negócio é dar risada e aproveitar. Então, te gruda nisso ao invés de ficar deprimido, com peninha de ti mesmo porquê o mundo não é perfeito.

- Ah, mas tu fala como se fosse o cara, né, como se fosse muito diferente de mim. Ou tu tá querendo se meter a esquizofrênico de novo. Na boa que tu curti esse negócio de parecer louco. É como se fosse um tesão pra ti tentar ser o mais estranho possível, mas o que tu ganha com isso? Fica fumando esses cigarros de merda, girando de um lado pro outro o tempo inteiro.

- Não, mas sinceramente, o negócio de girar tá funcionando. Sipá me ajuda a pensar melhor mesmo, sabe? Tem toda aquela coisa do círculo ser o formato perfeito, o movimento circular faz as rodas girarem, as naves giram no espaço, a terra gira em torno de si mesma e do sol, a lua também, os elétrons giram em torno do núcleo no átomo. Tem uma caralhada de coisas importantes que giram, isso é o que eu sei. Não me lembro se era o Einstein ou o Thomas Edison que ficava girando em circulos e dizia que ajudava a pensar. Talvez tenha até alguma explicação física pra isso, sei lá. Mas os cigarros são uma bosta mesmo, por mais que tenha aquela tontura boa, baixa de pressão e tal, não vale a pena se o cara comparar com a quantidade de merda que tá se botando pra dentro dos pulmões.

- Pois é, tu tem que parar com esses cigarros o quanto antes, depois o cara fica mais velho e viciado e fica cada vez mais difícil. Olha o que foi a vó, morreu quase que cuspindo o pulmão pra fora. Não é um jeito dos mais felizes de se morrer.

- Mas na real, tava pensando aqui, esse troço de eu querer tá sempre me parecendo com algum gênio é um negócio bem tosco mesmo. Como se eu tivesse no mesmo patamar de um Einstein ou um John Lennon da vida. Até parece, muita megalomania doentia mesmo. Sou só um toscão mais perdido do que variz em perna de mesa na real. Tenho que começar a focar mais os meus pensamentos, no mínimo, pra poder produzir alguma coisa mais decente do que tenho feito ultimamente.

- Sei lá, mas para de te estressar tanto com essa bosta toda, na boa que o cara não ganha nada com isso. Faz o melhor que tu puder e já era, se tu for bom mesmo algum dia vão reconhecer. E se isso não acontecer do jeito que tu quer também, que se foda, mas lembra do negócio do equilíbrio, tenta buscar a paz de espírito com o que tu tem. E agora cala a boca e apaga esse cigarro que já tá no filtro.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Watch out the bull!

Life is that. Trying to understand what is not to be understood. We don't know the real purpose of the ants dying on the sugar, or brown palms covered with red fungus, but this happens for some reason for sure. I think. Some days are just boring, when the cigarette seems even shorter and the sun goes down almost without shining. Anyway we still try to keep the position, standing there doing nothing except scratching the eggs or loosing hair. Eventually the golden pig appears flying drunk over our heads, and then I hold your hand to make stinky farts while your boops grows up in a big rainbow. Then darling, be careful when the darkness approaches through the ancient towers, because the darkness can resides within you. Fight against the shadows with wisdom and beer, otherwise the devil will rip out your brain besides to suck all the caramel of your kidneys. Well, the joint is done and with she goes my motivation. Then it's kaput.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Capricórnio


...escrever é uma arte. Viver é uma arte. Zebras são arte. Artrite é uma doença. Ou um assidente vascular. Assidente é com c, acidente. Cachorro também. Não, cachorro não é uma uma doença. Cachorro não é um acidente vascular e muito menos uma arte vascular doente. Cachorro é uma morsa. Gorda, deformada por anos de espinhas, sempre deixada de lado na escola. Muito difícil a situação. Bom, mas essa eu não sei responder mesmo, porque cachorro é uma morsa, mas morsa se escreve com m, e cachorro com c. Não faz sentido! Essa é a bosta do nonsense, nunca faz sentido. Mas mesmo assim tem gente que se dá ao trabalho de ler. Não pelo sentido da coisa ou pela coisa sem sentido. É muito mais uma questão de saber driblar o adversário, ter jogo de cintura quando os lábios leporinos começarem a rolar. Enquanto você...

"Nãããããão!", gritou Paulo, abrindo os olhos para perceber que havia sido apenas outro pesadelo. Ele ainda encontrava-se em seu amplo quarto verde, rodeado por enormes tufos de algodão e pelos retratos de sua falecida tia Aurora. Tudo estava bem, e com um suspiro Paulo levantou-se da cama. O rapaz então dirigiu-se até a janela e observou a noite. O céu estrelado, a brisa soprando, o velho revolver da tia Aurora no parapeito da janela. Tudo tranqüilo, em paz, e Paulo sentiu muito prazer em estar vivo. Ele então pegou o revolver, apontou-o em sua testa e, só de brincadeira, disparou o gatilho. O jovem sentiu um vazio na cabeça, caiu no chão, ficou agonizando por alguns estranhos segundos e morreu.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Bon Voyage - Capítulo I


Era uma tarde fria em Teaxota, pequeno destrito comercial na costa de Damenondas. Muitos dos rinocerontes já começavam a sair do mar, buscando abrigo para a forte nevasca em suas grandes tocas nas árvores. De repente, desenhando o oceano em um bêbado zigue-zague, surge o fabuloso submarino da marinha norueguesa pilotado pelo pinguim Palelas. Já aparentava ser algo suficientemente abstrato o fato do submarino ter sido estacionado diretamente dentro da fossa de excrementos, mas nem o mais sonhador dos paquidermes poderia imaginar que estranhas noticias aportavam com a chegada da ave. Palelas desembarcou na praia e, visivelmente desorientado pelo consumo de heroína em excesso, dirigiu-se trêmulo ao porto onde encontrava-se o dromedário Molina, ao qual o pinguim bradou em pânico, "Jarbas está morto, as bases de Teaxota devem ser reforçadas imediatamente para evitar o apocalipse remolado! O rei deve ser noticiado imediatamente acerca da possibilidade de uma guerra!" Molina, dromedário que controlava o comércio de jaboticabas na região e um dos seres mais inexplicaveis desta e de outras quatro galáxias, suspirou profundamente. Ele sabia que a morte de Jarbas irritaria profundamente o Rei Jagunço, que encontrava-se a 14 meses imerso em uma piscina aquecida de molho tártaro sem fazer nada além de devorar búfalos. Ainda assim, tratava-se de um assunto de importância maior, que poderia alterar o curso das bexigas inflaveis que abasteciam os campos de hortelã, e fatalmente desencadear o final dos tempos. "Pois que seja feita a vontade de Gonçalves Meliante, ó estapafurdia ave. Deveras retundância fica explícita em vosso extraordinário bico alaranjado que muito me espantaria assistir ao espetáculo de vossa fabulosa bunda purpúrea sendo alojada em algum tipo de desodorante. Mas sigamos caminho, meu caro corsário emplumado, tu me servirás de montaria pela tortuosa jornada em direção ao magnífico Úc On Ramot Iav, enquanto procurarei incentivar-te moralmente com um doce mantra vodu".

Pois então o dromedário montou no dorso do pinguim Palelas, que lentamente passou a conduzir seu sófrego trote em direção as montanhas do norte. Molina, por sua vez, retirou do bolso de sua jaqueta jeans uma cartela de ácido e fomentou uma longa, sedenta lambida, para então começar a entoar com sua suave voz de tartaruga engasgada o canto "Parango, Parangolá, não tossistes no Pará?". Passaram-se quarenta e sete longos dias, e os avestruzes já começavam a surrupiar pelos campos gelados quando a dupla finalmente alcançou o palácio real em Úc On Ramot Iav. Porém, ao término do trajeto o pinguim Palelas, que encontrava-se em estado de inanição após 47 dias sem comida e sustentando no dorso um animal 40 vezes mais pesado que ele próprio, começou a sentir seu estômago revirando-se, e então vomitou. Um vômito doente, que pricipiou com sangue e uma substância biliar amarelada, seguido pelas suas entranhas e orgãos internos. Palelas então visualisou surpreso suas tripas esparramadas ao chão e percebeu que, dentro de alguns instantes, estaria morto. Em seu último ato, a ave fixou raivozamente seus olhos no dromedário, e profetizou em alto e bom som. "Sepuvedra, ó terneiro imoral das castanhas, breve será o dia em que os céus derreterão na nona cor, e as claves de Damião cortarão a noite em doze lençóis núbios. Portanto, vista tuas longas calças de silicone e prepara-te para a busca pela Torta de Kroz, que é vendida na loja de conveniência da Tia Kroz em Sapucaia". Ao término da sentença, o pinguim começou a tremer freneticamente até que sua cabeça explodiu, e seus miolos espalharam-se pela neve enquanto seu bico criou asas e vôou para o Ceilão.

domingo, 24 de outubro de 2010

...


Hoje estou com um abacate no joelho. Um grande joelho, do tamanho de um abacate, mas um abacate de verdade, verde, suculento, não um avocado cinza e mirrado. Isso não é abacate. O sukini tambem é verde. Parecem pepinos, mas não são não. Esses dias trabalhei carregando pedra, elas gostam de ser carregadas, comportam-se amistosamente. Mas elas não são muito fãs de marretas. Smashing the rocks! smashing the rocks! Creio principalmente na pureza dos jovens risotos para isso, matutos e serelepes tosquiando renas em Gandulfo. Botar bosta com menta em goiaba com nome de figo na nova zelândia com uma pá também pode ser bacana até a 3a tonelada, mas quinze toneladas depois fica meio chato. Surfar relaxa na praia da cabeça de macaco, o unico macaco nessa ilha de passarinho. Mas o verde daqui legal, tão verde que chega a ser amarelo, e tão amarelo que gira em roxo pra virar bumerangue. Thus quando os frelins coxoteiam rebobinando as cotovias, e todas as dermentinas flopeiam em direção aos barnabus filipinos, o sol pode finalmente retomar o seu curso, e se formar com louvor bacharel em Papilografia. Dunke

domingo, 26 de setembro de 2010

Adeus Auckland

Pois bem, eu, Nereu Sabugo, como figura mitica do imaginario popular dos bezuntados, indico que o bom Bode esta de partida de Auckalnd, rumando para a plantacao de aboboras no norte do norte desta famigerada ilha, numa cidadezinha chamada kerikeri. Rumo ao desconhecido mundo das aboboras. As aboboras, laranjas aboboras, grandes, crescendo em arvores enormes, de ate 30 metros. O mais interessante no cultivo das aboboras e que elas germinam dentro de uma fedida flor cinza, chamada aqui pelos nativos de Jarakatiani, ou A GRANDE BOSTA. Quem Poliniza as arvores de aboboras sao, obviamente, os chacais alados, muito comuns por aqui... se voce guardar um fauno no freezer, ele morre

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Turn left to rigth


Carvalhos, chineses, hindus, sunny, windy, cloudy, sunny, windy, cloudy, kebab, o cemiterio abandonado, witches, gaivotas nos telhados, camper elm crying in the dawn, surrealismo nato, camarao, underground, sempre torto (mas ainda reto), viola nas ruas, maconha nas lojas, lager beer, hindus tocando raga na Queenstreet, blackbirds, maoris gordas (todas sao gordas), labirintos, civilidade, tai food, mundo todo, todo mundo. Tem um banheiro, e tem uma privada, e no lado da privada a bosta de alguem. Porque a bosta nao ta na privada? sunny, windy, cloudy, sunny, cloudy, windy, twister, turbantes, muculmanos, falta de acentuacao adequada nos teclados, all upside down, my mind can't stop shaking, my mind can't stop shaking, my mind can't stop shaking, my mind....

sábado, 17 de julho de 2010

A laranja e as calamidades


Amanhecer sombrio no vale de Kratëas, na Eslováquia, onde esconde-se o pequeno vilarejo de Lotanek. Thörek, o marceneiro, sente o sopro do vento fluindo por detrás das montanhas geladas, e então um arrepio estranho corre por sua espinha. Um mau pressentimento passou por sua mente amargurada, sensação que o marceneiro só havia sentido uma vez na vida, pouco antes da morte de seu filho único, há três anos. Eis que surge um estrondo oculto por detrás da forte neblina, seguido pelo primeiro e único tremor de terra da história de Kratëas. O amargurado Thörek abriu a porta a de sua pequena cabana para verificar o que estava acontecendo, e ficou atônito ao descobrir que choviam laranjas. Pensou no quão bizarro era está situação e o quanto a vida parecia não fazer sentido. Mas foram pensamentos céleres, que logo se tornaram passado quando, literalmente, desabaram do céu toneladas e mais toneladas de laranjas, varrendo para sempre o pequeno vilarejo do mapa e pondo fim à existência de seus pacatos moradores. FIM

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Aniversário


Um ano deste famigerado blog. Muito legal. Gosto de todos vocês, mas principalmente os sycoraxianos de Urano, que sempre foram solícitos quando requisitei abrigo em suas tranquilas terras isentaS de gravidade. Desejo que neste ano vindouro todas as pestilências sejam enviadas para a província voadora de Askarbon, e que uma vez por lá sejam responsáveis pela derrocata da poderosa orda de mega-gafanhotos tocadores de oboé e seu macabro reinado de copofragia mental. Nestes últimos séculos tenho profetizado que a Europa Oriental será o berço onde surgirá o terceiro Anticristo, e hoje divulgo que Tamerlão me apareceu em sonhos afirmando que existem 93,4 % de chance de que a encarnação do Belzebu apareça especificamente na Eslovênia ou na Lituânia, sendo que muito provavelmente será manco, hermafrodita e descendente de Gengis Kahn (algo não muito surpreendente, já que uma em cada 200 pessoas no mundo tem descendência com o garanhão mongol). Para finalizar, espero que a matemática prove que os números do futuro quântico não definem com confluência púnica as generalizações do passado despótico. Puskas

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Era uma vez uma hidra


Quando Jacques acordou, não encontrou ninguém em casa. Serviu uma caneca de leite para si e ligou a TV, mas todos os canais estavam fora do ar. Saiu para rua e continuou caminhando sem conseguir encontrar sequer uma viva-alma. Não haviam cães, gatos, ou mesmo qualquer formiga movendo-se pelo chão. Jacque sentiu então que algo muito extraordinário devia ter ocorrido enquanto ele estava dormindo seu sono profundo, e se assustou quando chegou ao centro da cidade. Tudo parecia morto, nenhum movimento, nenhum ser-vivo. Desesperado, vagava pelas lojas abandonadas com suas portas abertas, vasculhando em busca de respostas ao estranho incidente. Nada fazia sentido para Jacques, que desabou sobre seus joelhos, num mar de lágrimas, em plena avenida principal, que naquela hora deveria pulsar de vida intensamente, ao invés da completa solidão reinante...

Foi então que ele se lembrou que era o dia dos incriveis descontos na torta de maçã da confeitaria Vovó Zilá. Então, Jacques saiu correndo em direção a confeitaria e, para seu completo delírio, estavam todos lá! O Policial Quironcio, o padre Kleumar, o senador Filisteu, a morsa Lili, os protoclumbianos Kjap-4 e DujRF-65, os deuses Apolo e Baco, os rios Tigre e Eufrates, as libélulas Zuzu e Tatá, os mortos Jim Morrison e José de Alencar, a AIDS e o macaco-branco-de-tetas-espiraladas Negrusto.... Enfim, todas as criaturas existente e não existentes do universo estavam na confeitaria, comendo as deliciosas tortas de maçã da Vovó Zilá com descontos inacreditaveis! Só então Jacques se acalmou e pode comer seu pernil de hiena assado ao molho de avelãs em paz.

FIM

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sobre a origem do universo


Giovani estava passeando pelas ruas de Riad, na Arábia Saudita, cantarolando alegres canções estonianas e estreando suas recém-compradas sapatilhas de passeio rosa quando, de repente, uma ninfomaníaca flor carnívora bípede gigante saiu correndo em disparada na sua direção e, num só golpe, abocanhou suas pernas. Os fortes dentes da ninfomaníaca flor carnívora bípede gigante dilaceraram com facilidade as pernas de Giovani, que ficou estendido no chão gemendo de dor numa poça de sangue e tripas soltas. Mas a dor do pobre rapaz não durou muito tempo, pois logo sua cabeça foi esmagada pela pata de um elefante verde que passava pelo local liderando a milícia de mamíferos pós-radioativos que logo iriam duelar contra os seres da botânica transgênica neo-nazista pelo controle das jazidas petrolíferas do Oriente Médio. Porém, como a bioquímica do contato entre os seres envolvidos na batalha era inexplicável, todos os bravos guerreiros de ambos os lados foram transportados para uma dimensão paralela muito compacta, onde cresciam nabos por todos os lados com extrema velocidade. Logo os incontroláveis nabos ocuparam todos os espaços da famigerada dimensão, e os mamíferos pós-radioativos, juntamente com os seres da botânica transgênica neo-nazista, foram se fundido ao nabo absoluto, que explodiu e deu origem ao universo.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Desenhos de nuvens coloridas em tonalidades de uma interessante vastidão poética

Numa enxurrada de palavras aparentemente desconexas em contradições aparentemente harmoniosas, em dinamismos que se dizem atuais cantando sempre as mais fraternas canções de batalhas campais digeridas por um urso negro explodindo dementalmente suas vísceras e abdicando dos hábitos mais ingratos, das mazelas mais profundas, dos hiatos mais concissos, das profusões mais dentísticas, malandrismos dilacerados pelo fogo que varre desde o norte até o norte do norte, norteado pela norma nórdica dos normandos nortenhos do caribe, desejos lúdicos de uma mente em explanação devastada chegando profunda harmonia do caos azulado.