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sábado, 28 de julho de 2012

A Luz e o Medo feat Beatles for Sale



No Reply feat I Don't Wanna Spoil the Party

Foi naquela mesma noite que vi a luz ,
A luz que surgia por detrás dos prédios.
Eu vi a luz, faiscando, em chamas
E sim, foi assim que eu quase morri

Mas como foi?
Eu lhe digo,
Se eu fosse você
Eu perceberia
que o mundo não é mais
que amor e agonia

Sem respostas
Assim nós vivemos
Assim nós morremos
Sem respostas..........................



 ...................... Eu não quero ficar nessa porra de lugar. Não consigo nem ficar bêbado, não há nada para mim aqui, eles não sabem o que está acontecendo. Então saio pela noite, alienado, fico pensando nela. E só o que surge em minha mente é solidão, raiva e medo, muito medo. Ela sabia, e agora está morta. Os cigarros não são mais engraçados, não são mais que subterfúgios para alimentar a agonia, o horror que é saber tudo o que sei. Nunca pedi para saber disso tudo, porque isso tinha de cair sobre mim?

Pelo menos, aqui os Tronkis não estão me vigiando, ou pelo menos acho que não. Olhei para o céu, tentando me prontificar de que este era um local seguro, mas o que é um local seguro nestes loucos tempos? Por que eles sabem, ah sim, eles sabem de tudo, e agora querem me capturar. Pois mesmo que quase ninguém tenha descoberto a fraude, essa porra que vai estraçalhar toda a realidade, eu estou percebendo a complexidade de tudo, e isto está começando a ficar perigoso. E o pior disso tudo, meus caros amigos, é que eles sabem, eles sabem que eu sei de tudo, e agora eles sabem que você também sabe! HAHAHAHAHAH.............................



Mister Moonlight feat Kansas City

Why we Love you, Mister Moonlight?
We love you cause you bring us to dawn
We love you cause down below is just death
But on the top where you are, Mister Moonlight
There we can reach the stars
And now I’m going
to wherever I can rest
I’m going to  Kansas City,
I’m going to be knocked out
ba-ba ba-ba ba-ba

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Thunder


I guess you know
That when we are young
we shall be out of the path
Because life is a weird thing
When you try to understand
What is not to be understood

Each year is a generation
each generation becomes a century
and a century fly away in a few seconds
without further notice

Those few seconds
they are the time that you have
To explain me what do you think
about death
about the world
about time
and the thunder

In those few seconds
Go slow and laughing
enjoying the joke of life
with no judgements
knowing for sure
that every single moment
gonna blow up
soon

domingo, 9 de outubro de 2011

Hoje em dia tudo é arte, até BOSTA é arte


O mundo babando devagar
Nem frango, nem água pra beber
Nem sapo, nem farpas pra tirar
Nem vulvas, nem tetas na TV
Os mantras derramados sem pão
Novelas digeridas sem lei
Os morangos chapando o melão
E as rosas pulando por ai

As rosas pulando por ai
As rosas pulando por ai
As moscas debulhando por aqui
As rosas pulando por ai

Blábláblá blábláblá
As rosas pulando por ai
Blábláblá blábláblá
As rosas pulando por ai
Blábláblá blábláblá
As Moscas debulhando por ai
Blábláblá blábláblá
As dermatites flopeando por ai
Blébléblé blíblíblú
Os vértices envergando sucuris
Bláblôblé Blíblócú
Vazando gonorréia do teu alho
Kakaka vagem suicida
Cantando belas noites de amor
Teor de cafeína, bonde do querolho
Quem gosta de xarope conta mil quinhentos e dois
E dizimais, e dizimais, e dizimáááááis
Seeeeeeerrote reeeeeeeeefogado
Falalange fooooooragida
Zanzando, zunindo em Zanzibar



Zambandos zamoras por ai
Zerto das zabedorias zorológicas
Dos zorrilhos zumbizugas
Das zordas zombeteiras
Das zexuberantes zebras
Das zenzazionalizimas zenhoraz zozimais zebrizando zanzicos zózicos.
Te deterás
Te deterás
E não lera mais essa porra aquiiiiiiili
halafretocultiração
Vaaaaaaaai ler sim, vaaaaaai ler sim
Por que senão tu vai dizer
paaaaara ti mesmo, ooooomsem it arap
que não leu isso aqui
e vai ficar pensando
porque não
covarde
covarde
covarde
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh



São 18 besouros interagindo simultaneamente a cada 30 minutos. As inscrições acontecem de hora em hora, são gratuitas e dão direito a uma degustação ao final de cada sessão. Quem mais pontos fizer, derrubando os postes da cor CERÂMICA, ganha o ANEL DE DARDOS. O ANEL DE DARDOS possibilita que o jogador A questione ao jogador B, se C e D podem revesguiar a rodada. C e D, por sua vez, terão a chance de girar a RODA VERTIGINOSA, e o jogador que mais próximo chegar do PAVÃO SATURNO na roleta, consuma a participação no seu time do pronônimo SERAMINÔN. SERAMINÔN libera na atmosfera do jogo GASES DIMENSIONAIS DE AGHAS, que concluem a primeira fase do que quer que se imagine querer ou do que quer que se imagine imaginar....................



.........................Bergers! Castelyn è desgrûtri famalonsi naster. Das caridas necomynas vi dargûspitale tucá. Fasky resrà das Valim-Yoran carestidon va puti. Parakumû Porumbá! Parakumû Porumbá!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Charles Bukowski


Charles Bukowski, born in 1920, began writing at a young age and was first published in the 1940s. Then Bukowksi gave up writing for the world of work and bars, not publishing, not writing, so the myth goes, for nearly twenty years. Ten of those years were spent roaming from odd job to odd roominghouse from the East coast to the West. The other ten years, Bukowski worked for the United States Postal Service in Los Angeles, a job that took no effort except for the strength to show up and the patience to perform mindless operations. During that time, his life bordered on insanity and death, two prevalent themes in his writing. According to his own myth making, Bukowski returned to writing the day that he quit the Postal Service, but his bibliography shows that indeed, he had been publishing several years before that.



Freedom


he drank wine all night of the
28th, and he kept thinking of her:
the way she walked and talked and loved
the way she told him things that seemed true
but were not, and he knew the color of each
of her dresses
and her shoes-he knew the stock and curve of
each heel
as well as the leg shaped by it.

and she was out again and when he came home,and
she'd come back with that special stink again,
and she did
she came in at 3 a.m in the morning
filthy like a dung eating swine
and
he took out a butchers knife
and she screamed
backing into the rooming house wall
still pretty somehow
in spite of love's reek
and he finished the glass of wine.

that yellow dress
his favorite
and she screamed again.

and he took up the knife
and unhooked his belt
and tore away the cloth before her
and cut off his balls.

and carried them in his hands
like apricots
and flushed them down the
toilet bowl
and she kept screaming
as the room became red

GOD O GOD!
WHAT HAVE YOU DONE?

and he sat there holding 3 towels
between his legs
no caring now whether she left or
stayed
wore yellow or green or
anything at all.

and one hand holding and one hand
lifting he poured
another wine

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dos desamores


Não, em palavras pouco se diz
Temo as loucas paixões
Que não se fazem entender
Quero escapar das ilusões
Dos falsos amores perdidos
Do tempo, mentiras e sonhos,
Somente vivos em memórias
Moribundas

Busco então desamores
De suaves imperfeições,
De olhares indecisos
E esperanças vãs
Que não busquem o lirismo dos poemas
Mas a quietude do silêncio
Compartilhando eternamente,
Sem certezas,
O que a alma não percebe
Mas traduz em beleza

sábado, 11 de junho de 2011

Ao poeta coronhão


Ao poeta coronhão,
Ser espotâneo
Que descende da água
Verde,
Do céu,
Azul,
Laranja,
Dourado,
Em energias multicoloridas que
DESMEMBRAM
Características muito típicas da
Sociedade
Conteporânea,
Alternativa,
Lissérgica,
Ortodôntica
Pleurística
E com especial importância
Fazem rima
Da nectaria
Com a endorfina
A busca da vida
Da vida batida
Em algas marinhas
Em estrofes circences, crescentes
Palavras coerentes ou pentes
Pinturas de casas
Penduradas,
Nas parede,
E,
Essencialmente,
oinomed ervil, oinomed ervil
OINOMED ERVIL
OINOMED ERVIL
oinomed ervil
oinomed ervil oidomed ervil
OINOMED ERVIL OIOMED ERVIL OIOMED ERVIL
OINOMED ERVIL
oinomed ervil
oinomed ervil oinomed ervil
O elemento surpresa
Que articula a atenção
Do leitor,
Um cúmplice de algo
importante,
algo que simplesmente deveria
Ser dito,
E foi

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A mosca


a mosca
voando
zumbindo
na imensidão
vazia
do dia
quente
derrotada
pela própria
falta
de noção
de sentido
de sua
existência
tosca

terça-feira, 9 de novembro de 2010

No céu prateado

Dorme o dia
A lua se espreguiça
O menino solitário
No céu estrelado
Encontr companhia
E sonha acordado

Corre
De repente
No céu prateado
A estrela caindo
Seu último ato
Seu brilho sumido
Mergulhando no céu

Leva consigo
Em seu rumo perdido
O desejo sonhado
Do menino solitário
Que dorme sereno
Ao relento esperando
A estrela brilhar
E partir sonhando

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Valentine's


Já faz um tempo
que eu tento pintar seu retrato
entre todas as cores do quarto
entre amor e abajures quebrados
eu tento mesmo
saber direito
dos teus desejos

Já faz um tempo
que as estrelas cairam do céu
e teus olhos dourados de lua
iluminaram
todos os cantos
deste meu mundo
em um segundo

Fico atento
a tigreza pulando os telhados
e a alegria estufando meu peito
vai se espalhando
em sintonia
com a sinfonia
dos longos beijos
dos teus segredos

E quando o tempo
Passar depressa querendo voar
nossos sonhos marcados no mar
nunca se esqueça
que teu sorriso
é poesia
minha menina
doce Luiza

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Beijo


O beijo é a comunhão dos lábios
untado em esperanças vãs
embreagado de paixão e lirismo

O beijo, todos os sabores num só
doce qual o desabrochar da primavera
amargo como o fim deve ser

O beijo, sentido dos olhos cegos
atalho para as estrelas da noite
caminho para as incertezas do amor

O beijo, um sonho e um suspiro
desejo sedento em futuros estranhos
folhas secas caida no chão do passado

O beijo é o silêncio perfeito
horizonte distante de mares serenos
a beleza plena do querer sem palavras

O beijo sou eu, é você
o mais sublime poema jamais escrito
para sempre eternizado em nossos lábios

segunda-feira, 12 de abril de 2010

tempos turvos


Passaram fugazes os anos
e ainda aqui nós estamos
os mesmos passos desterrados
nos velhos vagões desgovernados
mais uma vez entregues
a sorte da brisa ao relento
novamente sós
tão perto, tão longe

ao certo que tudo é o mesmo
as paineiras cobrem-se majestosas
e os sabiás cantam vibrantes
para a alvorada cumprir sua sentença

mas na ausência de uma presença
até o igual com o tempo
torna-se estranho instrumento
singrando em frias paixões
Com tristes notas a ressoar

pois o infinito não dura mais
que uns poucos e raros instantes
inocente e distraído passante
na eterna névoa da espera

e a memória não é mais
que o próprio céu mortificado
centelhas de tantos passados
tão gastos quanto esquecidos

segunda-feira, 1 de março de 2010

Tipuana Rezagada


Viene tu belezza en cumpleaños
Visitando los sueños más lejanos
Una sonrisa de luna creciente
Por entre las estrellas baldias

Dulce flor de noviembre
Brotando em mis recuerdo
Chispeando en la rubia plumaje
De las tipuanas retorcidas

Tus huellas encontré
En el camino por donde pasé
Haciendo la mente volar
Al mate siempre a bailar
En la noche hoy tan solita

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Garranchos


Incessante
Movimento na busca
Pelas cores mais vivas
Pelos garranchos mais
Cândidos

A beleza da feiura
A estranheza do diferente
Rabisco de tantos seres
Superiores
Moldados em formas
Dúbias

Onda após onda de pura
Singularidade
Nas percepções únicas
Dum turbilhão de
Inata originalidade

Sol, mar, amor
Estrelas, vergonha
Nuvens de poeira
Passando
Garranchos de um
Vagabundo
E só dele
Só dele

domingo, 27 de dezembro de 2009

Nada não

Não
Nada
Nem cor
Nem energia
Nem esperança
Nem perseverança
Nem fantasias
Nem poesia
Nem fim
Nada
Não

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O esforço das palavras


Não escrevo
Para nuvens incendiárias
Ainda que me encantem
As cores do crepúsculo

Tampouco escrevo
Para o céu de mil estrelas
Incrustado em diamantes
Derretendo em nebulosas

Nem mesmo para a lua crescente
Com seu sorriso quente
Nas longas e agradáveis
noites de primavera

Não escrevo para o rosa
Das extremosas floridas
Em cores se abrindo
Para a finitude da vida

Nem para as curvas suaves
Da bela silhueta desnuda
Espalhando o doce perfume
Do deleite amoroso

Muito menos escrevo
Para lembranças do passado
Que por si só se escrevem
lutando para se esquecer

Escreva apenas
Pura e simplesmente
Porque se não escrevo
Logo me aquieto
Emudeço desaparecendo
Em brumas ancestrais

sábado, 19 de dezembro de 2009

No final...


Me esguio entre portas minúsculas
Atravessando corredores de espinho

Salto imensos desfiladeiros
Afundando em areias movediças

Enfrento assustadoras quimeras
Correndo maratonas longínquas

Escalo a mais alta das torres
Desafiando meu próprio destino

E chegando ao fim do caminho
Logo volto ao princípio

domingo, 13 de dezembro de 2009

Um bom lugar


Pois que há uma pequena cidade
Um lugarejo pacato e tranquilo
Onde as coisas são uma cousa
E muitas outras cousas também

Onde o rio é uma serpente
Sinuosa e complacente
E um mar que é de água doce
Numa fronteira de dois povos
Idênticos em suas diferenças

Onde há uma pequena ilhota
Que é gigantesca montanha
Perdida no oceano profundo
Refugio de lobos e leões árticos
Que são peixes, mas não o são

Onde uma areia vai crescendo
Em altas dunas que vão nascendo
E de repente viram florestas
Na qual se ocultam matilhas
De mansos cães selvagens

Onde há morros tão verdejantes
Findados em penhascos traiçoeiros
Que são cavernas enigmáticas
E também são cegueira alva
Durante os eternos nevoeiros

Onde o mar é tão sereno
Dormente em sonhos tranqüilos
E quando acorda é truculento
Bradando turrão ao vento
Estourando em ondas de fúria

Onde há um céu que é espelho
Para o mar refletido em lua
E que permanece estrelado
Nas noites de sol nascente
Da iluminada alvorada escura

Finalmente há um pescador
Que dizem ser ignorante
Que dizem ser alienado
Mas de todos é o mais sábio
Pois entende a beleza das coisas
Vive a magia das coisas
Enxergando todas as cousas
Sem sequer precisar ver

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

flor-do-paraíso


Quantas coisas brotam
Num coração desalentado
Ao ver o sol postado
Tão airoso, tão alto
Suas pequenas carícias
arrepiando de mansinho
as pelúcias das nuvens

Doce amor primaveril
Se espalhando matreiro
nos enervados elogios
dos bem-te-vis
as abelhinhas

que amiúde vão construindo
seu castelo colorido
entre as flores coloradas
tão certo chamadas
de flores-do-paraíso

E é tão guapa a tristeza
deste quadro eternizado
No vazio de um pensamento
tão perdido e solitário

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O sonho


Oh, gigante pequenina
cintilante bailarina
confidente colombina
porque dormes tão distante?

Te pergunto e não respondes
some em névoas pela noite
mas retorna galopante
quando imploro companhia

Pois então, minha estrelinha
rogo-lhe um simples pedido:
viver no sonho infinito
duma aurora congelada

terça-feira, 27 de outubro de 2009

terra e trovão


Me digam,
que som é esse
que faz
tremer todo o chão?

Retumbando
as origens da terra,
explodindo
no bumbo o trovão?

É o Maracatu,
que vem
transcendendo
o tambor,

expressão
do puro calor,
do negro
em sua magia